O presidente do BTG Pactual, André Esteves, estava na Suíça quando soube do rombo de 20 bilhões de reais no balanço da Americanas Crédito: Reuters/Folhapress
André Esteves: “É pra bater! É pra ir pro pau!”
Como o presidente do banco BTG Pactual mobilizou sua tropa contra o comando da Americanas após fraude se tornar pública
O alarme de que havia algo errado com a Americanas disparou no BTG Pactual pouco antes de ser anunciado o rombo de 20 bilhões de reais no balanço da varejista, no dia 11 de janeiro. Por volta das 16 horas, um executivo financeiro da Americanas ligou para um funcionário júnior do banco pedindo o resgate das aplicações financeiras da varejista na instituição.
Era um pedido incomum. O funcionário estranhou e resolveu falar com seus superiores no BTG. Por causa do horário, quase final do expediente, do alto valor do resgate (coisa de 1,2 bilhão) e da ligação para um jovem de menor escalão, o banco também estranhou e brecou a transferência. O rombo foi anunciado, às 18h30, pelo então presidente da Americanas, Sérgio Rial. Ele anunciou ao mercado, através de um fato relevante, que a empresa tinha “inconsistências contábeis” de 20 bilhões de reais e pediu demissão O BTG ligou as pontas. O banco tinha 3,5 bilhões de reais a receber da Americanas.
