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Godard antissemita? – retificação

Transcrevo e-mail recebido de Fábio Andrade, editor da “cinética”:

Oi Escorel, acabei de ler o seu texto no blog e acho que algumas coisas foram confundidas no meio do caminho. Não sou admirador incondicional do Godard, como você arbitrariamente sugere na frase final. Nem mandei o texto do Bill Krohn como tentativa de defesa. Gosto de vários filmes, gosto menos de outros, e acho alguns francamente ruins. Nem tenho um interesse particular pela questão do antissemitismo nele ou em qualquer outra instância. Tampouco li as biografias em referência, nem tenho qualquer ambição de estar atualizado sobre o tema (embora eu tenha lido entrevistas frequentes com o Godard em que ele critica as duas biografias que você usa como base - a do Brody e a do Antoine de Baecque - o que também não quer dizer muita coisa, uma vez que o Godard discorda até mesmo de si próprio, sistematicamente).

| 07 jul 2011_11h53
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Transcrevo e-mail recebido de Fábio Andrade, editor da “cinética”:

From: Fábio Andrade
Date: Sun, 3 Jul 2011 13:22:42 -0400
To: Eduardo Escorel
Subject: Re: Godard

Oi Escorel, acabei de ler o seu texto no blog e acho que algumas coisas foram confundidas no meio do caminho.

Não sou admirador incondicional do Godard, como você arbitrariamente sugere na frase final. Nem mandei o texto do Bill Krohn como tentativa de defesa. Gosto de vários filmes, gosto menos de outros, e acho alguns francamente ruins. Nem tenho um interesse particular pela questão do antissemitismo nele ou em qualquer outra instância. Tampouco li as biografias em referência, nem tenho qualquer ambição de estar atualizado sobre o tema (embora eu tenha lido entrevistas frequentes com o Godard em que ele critica as duas biografias que você usa como base – a do Brody e a do Antoine de Baecque – o que também não quer dizer muita coisa, uma vez que o Godard discorda até mesmo de si próprio, sistematicamente). Apenas li os seus textos no blog e me lembrei desse artigo do Bill Khron, que tinha lido há bastante tempo e me interessado, mais pela maneira como ele responde a algumas questões do jornalismo cultural do que como crítica ao livro – que eu de fato não li e não sei o quão justas são as críticas, nem se concordo ou não com elas.

Como o texto tratava de uma das suas fontes de pesquisa ali, apenas achei que seria uma sugestão de leitura talvez enriquecedora, já que o assunto parecia te interessar. Ao que parece, a sugestão foi tomada como uma espécie de provocação – algo de que eu não fujo, mas que neste caso específico não tinha qualquer intenção de ser. Sequer tinha qualquer intenção de fazer reparos indiretos, pois não acredito em indiretas e nem sei exatamente o que você acha que eu estava tentando reparar. Como ao fim do texto me foi solicitada uma posição que não reivindico, venho só confirmar que não tenho realmente uma resposta à sua indagação final. Talvez o Bill Khron tenha, mas não serei eu quem vai imaginar qual seria. [Fábio Andrade]

***

Pelo visto, li mal nas entrelinhas do e-mail anterior do Fábio e, segundo ele, ainda fiz confusão e fui arbitrário. De qualquer modo, com a mensagem acima, a posição dele me parece ficar esclarecida.[EE]