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A COLEÇÃO DE GILBERTO CHATEAUBRIAND

Exposição no Museu de Arte Moderna do Rio tem obras modernas e contemporâneas de vários artistas
Imagem A coleção de Gilberto Chateaubriand

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O colecionismo é um hobby para poucos. Basta dar uma olhada em quem dedica uma vida a coleções que custam caro – são poucas as mulheres e os negros. É um hábito que ainda se reserva não apenas aos que têm dinheiro, como aos que carregam sobrenomes de peso. É o caso do diplomata e empresário Gilberto Chateaubriand, falecido em 2022 aos 97 anos, filho do magnata das comunicações Assis Chateaubriand. Ambos carregavam uma certa admiração pelo mercado de artes. Tanto que o pai, fundador da TV Tupi, financiou a ideia do casal Bardi para criar o que viria a ser um dos principais museus da América Latina, o Masp.

Seu filho não tardou em desenvolver o mesmo gosto por arte. Sua coleção começou em 1953, quando em uma visita à Salvador, ganhou de presente Paisagem de Itapuã, do pintor baiano José Pancetti. Nos anos que se seguiram, Gilberto Chateaubriand, além de virar mecena de uma gama variadíssima de artistas, construiu o que se tornou a maior coleção privada de arte brasileira, com obras modernas e contemporâneas.

Sua coleção agora está em cartaz no MAM, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O edifício em si já é uma joia, mas, com as paredes cobertas pelas obras que compõem um passeio pela arte brasileira deste e do último século, fica ainda melhor. A exposição está organizada em cinco eixos que dividem o conjunto, contando com o grande mosaico que fica na parede mais vistosa do Museu: Origens, Retratos, Fronteiras e Artistas.

Cada uma delas explora características das obras que as formam, explicitando também certos padrões nas descobertas de Chateaubriand, como sua grande fascinação por retratos. No entanto, também dizem muito sobre o colecionador – que não é mero coadjuvante na mostra: é parte indissociável de sua coleção. Para Gilberto, a atividade de colecionar se equiparava ao fazer artístico – “só pode ser feita à mão”, diz ele. No entanto, “o colecionador jamais conclui aquilo que começa: sempre há algo a conquistar, a modificar, a aprimorar.”


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