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Ago 2024 16h14
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O que fazemos com o tempo que ainda nos resta? Essa é a pergunta que surge a partir da peça teatral Três mulheres altas. A peça – um clássico do teatro escrito pelo dramaturgo americano Edward Albee na década de 1990 – ganha nova vida na adaptação do diretor Fernando Philbert, que usa o texto para abordar questões contemporâneas, como a mulher na sociedade, machismo e casamento.
Suely Franco, Deborah Evelyn e Fernanda Nobre interpretam três mulheres em diferentes fases da vida: juventude, maturidade e velhice. A idosa, com mais de 90 anos, está doente e com perdas de memória; a adulta na meia-idade é uma dama de companhia; e a jovem é uma advogada responsável por administrar os bens da senhora. O fio condutor da história é a vida da idosa, que já não se lembra de muita coisa, rememorada em seu quarto. Mas a história abrange também a relação das mulheres mais jovens, e como as três lidam com o envelhecimento.
Dos diversos embates travados por elas, o passar do tempo é o personagem principal. As comparações entre três gerações distintas faz com que os espectadores de qualquer idade se identifiquem com a narrativa. Três mulheres altas tem muitos momentos cômicos, mas a montagem também provoca reflexões profundas sobre relações familiares e como elas se alteram ao longo do tempo. Dividida em dois atos, o ponto alto da peça é a segunda parte, na qual tanto as personagens quanto o cenário enfrentam mudanças – e revelam não ser bem aquilo que aparentavam anteriormente.
A peça fica em cartaz até o final de setembro no Teatro Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (as sessões acontecem de quinta a domingo).