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GREGÓRIO DUVIVIER E OS LABIRINTOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

O monólogo O céu da língua leva o público a um passeio pelas belezas do nosso idioma
Imagem Gregório Duvivier e os labirintos da língua portuguesa

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Para quem só conhece o lado humorístico de Gregório Duvivier, talvez seja uma surpresa vê-lo vestido à la Camões – de gorjeira e tudo – recitando clássicos da língua portuguesa. Mas quem acompanha o poeta e escritor possivelmente já esperava por essa. O céu da língua, monólogo escrito e interpretado pelo ator e humorista formado em letras pela PUC-Rio, é uma pororoca de todos os seus talentos encapsulados num só espetáculo – uma declaração de amor à língua portuguesa numa engenhosa comédia poética, dirigida por Luciana Paes.

Dizer que é imperdível é pouco. Duvivier parte de sua paixão pela língua para nos levar a um passeio pelas belezas do nosso idioma, fazendo graça com caquinhos de palavras, destrinchando aqui e ali, fuçando as pegadas na contramão do tempo e catando as pistas dos vocábulos em outras paragens. Chega a cantar, também. O resultado é um monólogo gracioso e encantador sobre as relíquias da nossa fala.

A peça estreou em Lisboa no ano passado, passou por várias cidades brasileiras e agora retorna ao Rio de Janeiro no Teatro Casa Grande, em curta temporada, de 7 a 31 de agosto. No palco, o ator está acompanhado de Theodora Duvivier, sua irmã, que opera um retroprojetor analógico, criando efeitos visuais mágicos de uma simplicidade comovente. O músico Pedro Aune faz a direção musical e executa a trilha sonora ao vivo. Texto afiado, moderno, peça curta e sem gordura – um prato cheio.


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