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UM PASSEIO PELA MENTE DE MARIA RIBEIRO

A atriz e escritora lançou a coletânea de textos Não sei se é bom, mas é teu
Imagem Um passeio pela mente de Maria Ribeiro

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Maria Ribeiro vai fazendo e, enquanto faz, tenta entender o que exatamente está fazendo. Em 2019, aos 43 anos, escreveu em sua coluna em O Globo uma indagação que parecia persegui-la: “Se considera escritora ou uma atriz que escreve?” A resposta chegou anos depois, num momento improvável: durante um assalto. “Eu sou escritora, eu disse – a arma na cintura levantando o blazer azul”, escreveu na sua coluna. Agora, aos 49, a atriz, documentarista, apresentadora e escritora lança Não sei se é bom, mas é teu, pela Record, uma coletânea de mais de setenta textos publicados ao longo de sete anos para veículos como Uol, Revista Gama, Veja Rio e O Globo (incluindo o que detalha o assalto no bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, que fez tudo dentro dela mudar).

Com prefácio de Anitta e posfácio de Caetano Veloso, o novo livro de capa rosa-choque mostra uma autora que transita entre o íntimo e o mainstream, o luto e a purpurina, os rituais miúdos do dia a dia e a devoção a grandes personalidades da mídia.

Boa parte dos textos falam sobre o que ela chama de seu “kit de sobrevivência”. Estão lá: seus dois filhos, Bento e João; Mônica, sua analista; as lives da cantora Teresa Cristina durante a pandemia; o documentário do Globoplay sobre Nara Leão e o jeito-de-ser-no-mundo de Madonna, Rita Lee e Anitta, de quem ela se diz fã. Além de Yoko Ono, Heloísa Teixeira, Marie Kondo, a série Succession, a skatista Rayssa Leal e o estádio do Maracanã. Há também os amores que partiram: a escritora Fernanda Young (Maria passou por várias cidades do país com o monólogo Pós-F após o falecimento da amiga); o ator Paulo Gustavo; o guru Domingos Oliveira e o pai já falecido, Leonídio Ribeiro — que define como “um sedutor com quem ainda hoje faço ajustes, a despeito de sua ausência”. Ler o livro é como folhear o diário de uma irmã mais velha às escondidas. A atmosfera é de um passeio pela consciência da autora nos últimos anos enquanto ela também remonta o Brasil desse mesmo período: de pandemia, tentativas de golpe, perdas, arrependimentos, recomeços.


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