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WALDIR AZEVEDO, O MESTRE DO CAVAQUINHO

O compositor foi precursor no uso do cavaquinho como instrumento de solo na música popular brasileira
Imagem Waldir Azevedo, o mestre do cavaquinho

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A música Brasileirinho parece um hino nacional não oficial. Diferentemente de canções como Garota de Ipanema, de Tom Jobim, ou Carinhoso, de Pixinguinha, poucos brasileiros associam aquele choro ligeiro, tocado na maioria das vezes por um cavaquinho, ao seu compositor – Waldir Azevedo. Se para as gerações mais novas ele é quase um desconhecido, entre as décadas de 1950 e 1970, Azevedo foi um pop star da música instrumental brasileira e principal divulgador do gênero choro no país e no mundo. Sua música Delicado, por exemplo, foi sucesso mundial, e uma de suas versões, interpretada pela orquestra do canadense Percy Faith, faz parte da trilha sonora do filme O Irlandês, de Martin Scorsese.

Waldir Azevedo, que morreu em 1980, completaria cem anos em 2023. O centenário ainda não foi devidamente comemorado, mas não passou despercebido. A gravadora Biscoito Fino relançou nas plataformas de streaming Waldir Azevedo – O Mestre do Cavaquinho, álbum que o músico Déo Rian produziu em 2000 e permite descobrir ou redescobrir dezessete composições de Azevedo. Além de Delicado e Brasileirinho, temas como Pedacinhos do Céu, Vê Se Gostas, Quitandinha e Cinema Mudo ajudam o ouvinte a conhecer melhor o compositor precursor no uso do cavaquinho como instrumento de solo na música popular brasileira.

Um dos atrativos do álbum é que todas as gravações seguem as partituras originais de Azevedo. É uma característica importante, porque, segundo o cavaquinista e pesquisador Henrique Cazes, que tem se dedicado a organizar e resgatar a obra do compositor, muitas das partituras em circulação hoje em dia não respeitam as composições originais do instrumentista.

Para quem quer ir além, no YouTube se encontram outras duas preciosidades. A primeira é a gravação do show Waldir Azevedo: 100 Anos de um Cavaquinho Brasileiro, com direção do violonista Gian Correa e a participação dos cavaquinistas Henrique Cazes, Messias Britto e Camila Silva. A outra, uma remasterização de um especial sobre Waldir Azevedo gravado em 1979, transmitida no Iº Festival Internacional do Cavaquinho (a partir do minuto 8’20” no link do festival).


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