Êxodo fluminense: cidadãos deixam o Rio de Janeiro com medo de serem eleitos governador
24mar2026 | 14h45 | Política

Êxodo fluminense: cidadãos deixam o Rio de Janeiro com medo de serem eleitos governador

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Seção de humor da piauí

PALÁCIO DE BANGU 8 – “Está definido. Na falta de qualquer outra pessoa disponível, o próximo governador do Rio de Janeiro será o senhor Waldemar.” Foi assim, sem meias palavras, que o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (e a partir de agora governador interino) anunciou quem deve tomar conta do estado nos próximos meses, após eleições indiretas. A escolha pelo senhor Waldemar foi a única viável após os 17 milhões de moradores do Rio de Janeiro terem abandonado o estado por medo de serem eleitos ao cargo.

“É um trabalho de altíssima periculosidade”, disse um carioca chamado Tarcísio de Freitas, que preferiu ser governador em São Paulo para diminuir suas chances de terminar a vida atrás das grades. “Em São Paulo o governador não é visto pela população como um pária. Mas no Rio? Olha o que fizeram com o Sérgio Cabral. Com o Garotinho. O Witzel. O Pezão. E agora, possivelmente, com o Claudio Castro. Essa gente não pode mais nem pisar na rua sem ser presa ou ter os direitos políticos cassados. É muita ingratidão.”

Nos meses que ficará à frente do estado, o senhor Waldemar – que não tem sobrenome justamente para não ser rastreado pelo Coaf – terá o desafio de se equilibrar entre os poderes do tráfico, da milícia, da Alerj e da família Bolsonaro. Uma eventual sobrevivência ao posto sem nenhum escândalo de corrupção pode levar a igreja católica a canonizá-lo.