Anne Frank com um keffiyeh, o lenço palestino, em mural pintado em Bergen, na Noruega, por Töddel: os novos radicais de direita submeteram a visão que se tinha dos judeus no nazismo a uma verdadeira inversão, e essa mudança é um dos pilares do trumpismo e do bolsonarismo CRÉDITO: TÖDDEL_2024_CORTESIA DE TÖDDEL VIA JTA
Armadilhas do novo antissemitismo
A extrema direita adota os judeus como vítimas da esquerda, enquanto a própria comunidade judaica transforma em algozes os seus membros progressistas
Michel Gherman | Edição 229, Outubro 2025
Há poucos meses, fui entrevistado pelo jornal Folha de S.Paulo a respeito da decisão do governo brasileiro de se retirar da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (Ihra, na sigla em inglês), na qual atuava como país observador. Durante a conversa com a jornalista Mônica Bergamo, publicada na edição do dia 3 de agosto, me posicionei em relação a três pontos centrais do debate acerca das ações do Estado de Israel na Faixa de Gaza e da instrumentalização do antissemitismo no Brasil, dizendo o seguinte:
* O que está acontecendo em Gaza pode ser considerado um genocídio.
Reportagens apuradas com tempo largo e escritas com zelo para quem gosta de ler: piauí, dona do próprio nariz
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