A Revista Newsletters Reportagens em áudio piauí recomenda piauí jogos
Podcasts
  • Foro de Teresina
  • ALEXANDRE
  • Desiguais
  • A Terra é redonda (mesmo)
  • Sequestro da Amarelinha
  • Maria vai com as outras
  • Retrato narrado
  • Luz no fim da quarentena
  • TOQVNQENPSSC
Vídeos
Eventos
  • Festival piauí 2025
  • piauí na Flip 2025
  • Encontros piauí 2025
  • Encontros piauí 2024
  • Festival piauí 2023
  • Encontros piauí 2023
Herald
Minha Conta
  • Meus dados
  • Artigos salvos
  • Logout
Faça seu login Assine
  • A Revista
  • Newsletters
  • Reportagens em áudio
  • piauí recomenda
  • piauí jogos
  • Podcasts
    • Foro de Teresina
    • ALEXANDRE
    • Desiguais
    • A Terra é redonda (mesmo)
    • Sequestro da Amarelinha
    • Maria vai com as outras
    • Retrato narrado
    • Luz no fim da quarentena
    • TOQVNQENPSSC
  • Vídeos
  • Eventos
    • Festival piauí 2025
    • piauí na Flip 2025
    • Encontros piauí 2025
    • Encontros piauí 2024
    • Festival piauí 2023
    • Encontros piauí 2023
  • Herald
  • Meus dados
  • Artigos salvos
  • Logout
  • Faça seu login
minha conta a revista fazer logout faça seu login assinaturas a revista
Jogos
piauí jogos
Lula contra as direitas

    CRÉDITO: CÁSSIO LOREDANO_2025

questões vultosas

Lula contra as direitas

Agora, unidas, elas inventaram os “narcoterroristas”

Fernando de Barros e Silva | Edição 230, Novembro 2025

A+ A- A

Lula completou 80 anos no último dia 27 de outubro em grande forma, durante sua viagem ao Sudeste Asiático. O presente de aniversário veio na véspera, com o encontro tão esperado entre ele e Donald Trump, em Kuala Lumpur, capital da Malásia. Ainda que nada tenha sido definido em termos concretos durante a conversa, criaram-se ali as condições políticas para a revisão das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. O saldo da reunião foi amplamente positivo para o brasileiro. A imagem dos dois presidentes de mãos dadas, sorrindo diante da câmera, com as respectivas bandeiras nacionais ao fundo, era exatamente o que Lula buscava trazer na bagagem.

No dia seguinte, já no Air Force One, Trump disse a jornalistas que desejava “um feliz aniversário ao presidente [do Brasil]”. E comentou que Lula “é um cara muito vigoroso”, acrescentando ter ficado “muito impressionado” com ele.

Há um ano, a imagem do líder brasileiro não era exatamente essa. Um pouco antes de completar 79 anos, em 19 de outubro de 2024, Lula caiu no banheiro do Palácio da Alvorada quando cortava as unhas e bateu a parte de trás da cabeça. Levou cinco pontos e foi obrigado pelos médicos a cancelar a viagem que faria à Rússia, para participar da cúpula do Brics.

 

Em dezembro daquele ano, depois de sentir fortes dores de cabeça, o presidente ainda se submeteria a uma cirurgia de emergência para drenar um sangramento no cérebro, decorrência da queda no banheiro. Fez na sequência uma segunda cirurgia, para evitar novos sangramentos, e se recuperou sem apresentar sequelas desde então.

Além do revés de ordem pessoal, que colocou sob suspeição sua capacidade física para concluir o mandato e tentar a reeleição, nos meses subsequentes ao acidente Lula também enfrentou um período de adversidades políticas. A partir de janeiro, viu sua popularidade cair de forma consistente ao longo do primeiro semestre deste ano.

Em maio, a Quaest registrava que o governo era desaprovado por 57% dos brasileiros e aprovado por apenas 40%. Lula havia perdido apoio entre os mais pobres, as mulheres e os nordestinos, segmentos historicamente apontados como parte da “lulândia”. Era preocupante, claro, mas não significava o fim do mundo, longe disso. Foi, no entanto, o suficiente para que os soi disant analistas projetassem um final de mandato melancólico para o petismo.

 

A Lula – identificado pela clássica imagem do lame duck, o pato manco – restaria cumprir tabela para, no fim de 2026, entregar a rapadura à direita triunfante, àquela altura com os olhos voltados para o homem que iria, por assim dizer, depurar o bolsonarismo, inaugurando entre nós um novo ciclo de negócios & privatizações & vale-tudo, mas de garfo e faca. Estamos falando do governador Tarcísio de Freitas, aquele que, até segunda ordem, ficou com o boné do Maga na mão.

 

No início de julho, como sintoma do entusiasmo reinante na direita, o jornalista Merval Pereira escreveu em O Globo uma coluna que não deixava espaço para dúvidas. Seu título: Para Congresso, governo Lula já acabou. Pa­ra o Congresso e para o colunista, que vale a pena citar: “Acredito que o governo Lula, para este Congresso, está acabado. Os parlamentares se preparam para eleger um novo presidente em 2026, no lugar de Lula. A tática do governo de tentar jogar os congressistas contra a opinião pública nunca funcionou, na verdade. Por mais que se possa criticar o Congresso, não se pode abrir mão dele, que é uma das peças fundamentais da democracia. Não se pode anulá-lo, dizendo que é um poder que só trata dos ricos.”

Segundo Merval, “sabia-se que o Congresso era de oposição, de centro-­direita, mas não havia a ideia que os parlamentares considerassem tão medíocre o governo Lula, que discordassem tão radicalmente das suas orientações”.

 

Não se sabe se essas linhas vão integrar as obras completas do imortal. Mas deveriam. Não há nelas uma única frase que se salve, o que não deixa de ser um documento de época. Assim como este Congresso, Merval também trabalha para os ricos.

Mas sigamos. Embora o cenário de melhora para o governo já viesse se insinuando antes de julho, o que determinou a inversão das expectativas políticas foi o anúncio do tarifaço, no dia 9 daquele mês. Com o país sob ataque, Lula abraçou o discurso da defesa da soberania nacional e deu um nó na direita. Ao longo de mais de cem dias, da primeira carta que Trump lhe endereçou, penalizando o Brasil, até a foto oficial da reconciliação, na Malásia, o petista só se fortaleceu.

Seria, no entanto, um equívoco de proporções mervalianas vaticinar que a fatura de 2026 está decidida, como alguns afoitos disseram por aí. Houve até um jornalista que contou ter ouvido na Faria Lima que por lá já se trabalha com a hipótese da vitória de Lula em primeiro turno. Nada disso é sério.

O Brasil é um país fraturado. Não me refiro à fratura social, exposta desde sempre, retrato de uma nação falhada, incapaz de incorporar parte imensa de sua população às condições mínimas da cidadania. Penso, aqui, na fratura política, cujas feições começaram a ser delineadas entre as manifestações de 2013 e o impeachment de Dilma Rousseff, até assumir sua carranca medonha em 2018, com a vitória de Bolsonaro, a glorificação do autoritarismo e da barbárie. Ainda estamos aqui.

 

Na terça-feira fatídica, 28 de outubro, quando o Rio de Janeiro viveu seu dia de Faixa de Gaza, enquanto o governador Cláudio Castro patrocinava o maior morticínio da história do país, Gilberto Kassab participava em São Paulo de um desses convescotes da direita, chamado NeoConference. E dizia lá pelas tantas que a “segurança será um tema muito relevante nas próximas eleições” e o “posicionamento dos candidatos em relação a esse tema” terá muito peso.

Fazendo contas, o secretário de Tarcísio manifestou otimismo. Disse que em onze meses a desvantagem para Lula pode ser revertida, citou a surpreendente vitória de Javier Milei nas eleições legislativas da Argentina e concluiu que, independentemente de quem seja o candidato da direita à Presidência, “quan­do esse candidato unir a todos, terá um piso de 45% dos votos”. Pragmático, co­mo de costume, o presidente do PSD deixou claro que seu cálculo para chegar ao poder inclui o PL de Bolsonaro (e Cláudio Castro).

Eis, de forma bastante didática, o que está em jogo e em disputa em 2026: o país vai decidir se apoia que pessoas pobres, traficantes ou não, continuem sendo torturadas e/ou executadas de forma sumária pela polícia, às pencas, ou se devemos buscar formas mais inteligentes, menos espetaculosas e sobretudo legais de combate ao crime organizado. A direita já fez sua opção e está dobrando a aposta na matança.

O massacre do Rio de Janeiro é, desde já, um cartão de visita do candidato que reunirá, segundo Kassab, ao menos 45% do eleitorado. A nomenclatura também já foi ajustada. Inspirado em Trump, para quem o combate ao tráfico não é uma questão de segurança pública, mas uma operação de guerra, Castro chamou as vítimas das forças do Estado de “narcoterroristas”.

O secretário da Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, foi mais específico. Segundo ele, “o que as polícias do Rio enfrentam não é mais questão de segurança pública, é uma guerra irregular, assimétrica, uma questão de defesa e de soberania nacional”. Ao reproduzir a frase, o jornal O Globo acrescentou em seu editorial: “É um argumento que não pode ser desprezado.” Estamos a um passo de pedir a ajuda do Tio Sam para exterminar o Comando Vermelho. É o que se poderia chamar de bolsonarismo de centro.

Lula ainda festejava o resultado de sua “química” com o presidente americano quando o governador do Rio patrocinou o fuzilamento de ao menos 117 pessoas. No mesmo dia 28, os Estados Unidos anunciaram ter explodido mais quatro embarcações nas águas do Pacífico, totalizando 57 mortes desde o início dessas operações contra o tráfico, em setembro.

Enquanto isso, o USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões do mundo, repousava tranquilamente nas águas do Caribe.

Fernando de Barros e Silva
Fernando de Barros e Silva

É repórter da piauí

Leia Mais

questões vultosas

Dr. Moraes and Mr. Barci

No estranho caso de Xandão, é óbvio que algo está saindo do controle

02 mar 2026_14h20
questões vultosas

A erosão da república

Promiscuidade, impropriedades, atitudes suspeitas. Recapitulemos

22 dez 2025_17h39
questões vultosas

A verdade da COP

Belém não entregou o roteiro para o fim dos combustíveis fósseis, mas a ideia não pode mais ser ignorada

01 dez 2025_14h28
  • NA REVISTA
  • Edição do Mês
  • RÁDIO PIAUÍ
  • Foro de Teresina
  • ALEXANDRE
  • Desiguais
  • A Terra é redonda (mesmo)
  • Sequestro da Amarelinha
  • Maria vai com as outras
  • Retrato narrado
  • Luz no fim da quarentena
  • TOQVNQENPSSC
  • DOSSIÊ
  • O complexo_SUS
  • Marco Temporal
  • má alimentação à brasileira
  • Pandora Papers
  • Arrabalde
  • Igualdades
  • Open Lux
  • Luanda Leaks
  • Debate piauí
  • Retrato Narrado – Extras
  • Implant Files
  • Anais das redes
  • Minhas casas, minha vida
  • Diz aí, mestre
  • Aqui mando eu
  • HERALD
  • QUESTÕES CINEMATOGRÁFICAS
  • EVENTOS
  • AGÊNCIA LUPA
  • EXPEDIENTE
  • QUEM FAZ
  • MANUAL DE REDAÇÃO
  • CÓDIGO DE CONDUTA
  • TERMOS DE USO
  • POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • In English

    En Español
  • Login
  • Anuncie
  • Fale conosco
  • Assine
Siga-nos

WhatsApp – SAC: [11] 3584 9200
Renovação: 0800 775 2112
Segunda a sexta, 9h às 17h30