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Os amores de Johnny Hooker

Os amores de Johnny Hooker

Viver e morrer de amor na América Latina, lançado em dezembro de 2025, é o seu quarto álbum de estúdio

| 06 fev 2026_11h46
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Johnny Hooker faz um compilado de memórias de carnavais, histórias de amores não correspondidos e voltas por cima no seu novo e quarto álbum de estúdio, Viver e morrer de amor na América Latina, lançado em dezembro de 2025. O disco é, segundo o próprio artista, seu trabalho “mais pessoal” até aqui — um projeto que não foi “deliberadamente pensado para se tornar um disco”, mas que nasceu organicamente, quase como um exorcismo.

Recifense que se projetou nacionalmente com a canção Alma sebosa, o artista se enxerga como um cancioneiro latino-americano romântico, “assim como era Marília Mendonça”. Compositor das oito das dez faixas, ele demonstra neste projeto, mais uma vez, não ter pudor de expor sua identidade. Entre as canções está Saudades, Elder, uma baladinha nostálgica que conta a história de um rolo com um homem que era livre demais para se comprometer. A faixa leva o nome desse “ex-namorado”, que só descobriu a homenagem quando o disco saiu. Já o lead single, em parceria com Ney Matogrosso, é um “bolero místico” que conta a história de uma profecia feita por uma cigana — “o amor vai te foder um dia”– e empresta seu título ao álbum inteiro.

Mas o artista não se contenta com esse limbo de desilusão amorosa. Faixas como QUEREM ME VER HUMILHADA e O mundo me espera têm um tom mais otimista e um ar de superação. Há ainda duas músicas pensadas para o fervo, que ganham participações da rainha da ciranda, Lia de Itamaracá (A vida é um carnaval) e da baiana Daniela Mercury (no fervo queer Eu quero ver pegar fogo).

Há dez anos morando em São Paulo e seis sem se apresentar no Recife, o cantor fará a estreia da turnê do disco justamente na segunda-feira de Carnaval, dia 16 de fevereiro, durante o festival Rec-Beat, na sua cidade natal. Preparou novos figurinos, projeções e participações especiais. A família inteira estará presente. Esotérico assumido, o cantor define o álbum como o trabalho de um leonino que gosta de provocar e não pedir desculpas — e a fase atual da sua carreira como “o retorno do sonhar depois de tempos de morte e humilhação”. Todas as faixas ganharão clipes que estão sendo lançados aos poucos, até abril.