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UMA CORRESPONDÊNCIA HEROICA, NACIONAL E CHAPA BRANCA

Imagem Uma correspondência heroica, nacional e chapa branca

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COMUNHÃO DE CLASSES
Se a Malu Gaspar já nos revela tantos detalhes e bastidores sobre as relações de Lula e Emílio Odebrecht nesta reportagem (“História de uma amizade”, piauí_160, janeiro), fico pensando em tudo o que virá quando lançar o livro sobre a história da empresa.
JENIFFER GULARTE_VIA TWITTER

Gostaria de registrar que gosto muito da piauí pela profundidade mostrada em cada reportagem. Me impressionou muito a narrativa da Malu Gaspar na reportagem “História de uma amizade”, que trouxe muita luz às entranhas da nossa política.

Não posso deixar de comentar também a reportagem “Rota da seda” (piauí_159, dezembro), que me causou muita emoção.
THIAGO SILVA_SÃO PAULO/SP

Ler o texto de Malu Gaspar sobre o relacionamento entre Lula e Emílio Odebrecht foi como acompanhar o desenrolar de um romance russo: a cada parágrafo um novo personagem e uma reviravolta no enredo. Empolgante.
ELI PANTOJA_VIA INSTAGRAM

Muito boa essa reportagem. Li na edição impressa e percebi o quão complexa é a política brasileira, que consiste numa luta violenta de poder e de conciliação de diferentes interesses econômicos e sociais.
SÉRGIO DALLFOLLO PEDUCIA_VIA INSTAGRAM

PEDALADA HEREDITÁRIA
Ótimo artigo (“O herdeiro”, piauí_160, janeiro). Muito curioso e triste parecer que o rapaz reproduz com a filha aquilo pelo que passou.
LÍS BARROS_VIA INSTAGRAM

Que história incrível. E uma certa melancolia, porque quem viveu a década de 1980 sabe o que foi a Caloi no imaginário popular.
GILBERTO BAZARELLO CAIRES_VIA INSTAGRAM

Ótima matéria, não existe lado certo e lado errado. Todos estão buscando seus direitos legítimos. Errado é o Caloi pai falecido esconder a vida toda a existência desse filho.
FLAVIO CHIN CHAN_VIA INSTAGRAM

HUMOR
André Boucinhas avalia muito bem os limites do humor, tanto com exemplos estrangeiros como em alguns lamentáveis congêneres nacionais. (“Um militante e um humorista entram num bar”, piauí_160, janeiro). Fato é que o humor que triunfa é o inteligente, não o que se prostitui, pois falar mal do que nos é diferente é fácil. No âmbito político brasileiro, com a ignorância oficial instalada em Brasília, não é difícil usar neurônios nas piadas, apesar de poderem ser respondidas com chumbo.
A redação da piauí é um exemplo dessas boas sinapses, pois consegue criticar seu próprio leitor sem o perder – a menos que nós mesmos não enxerguemos a ironia das Notas da Redação na seção Cartas. Na edição passada ressaltei a volta do uso do nome completo nas cartas e vocês sutilmente e pela primeira vez publicaram a minha com o nome do meio abreviado. Humor, além de tudo, ousado!
ADILSON ROBERTO GONÇALVES_CAMPINAS/SP

NOTA OUSADA (E MEIO IDIOTA) DA REDAÇÃO: Continue a nos escrever, a. r. g.

A matéria sobre humor politicamente correto da piauí_160 foi publicada, coincidentemente ou não, num momento muito oportuno, quando a discussão sobre o tema atingiu abrangência nacional após o especial de Natal do Porta dos Fundos. O que ficou mais escancarado em toda essa discussão é que, no Brasil, o humor politicamente incorreto só pode ser feito em cima de minorias, como pobres, negros e LGBTs – mas quando atinge as famílias de bem cristãs já chove pedido judicial de censura, do mesmo pessoal que fala que o mundo tá muito chato e que não se pode mais fazer piada com nada. Excelente elucidação da matéria sobre esse dilema contemporâneo e suas diferenças nos âmbitos nacional e internacional.
DANIEL RECCO_SÃO PAULO/ SP

NOTA OFENDIDA DA REDAÇÃO: Como assim, publicada “coincidentemente ou não”? Pule logo para a carta de João Lucas Fontinele (mais adiante) e nos dê o devido valor. De resto, não é difícil explicar a origem de nosso notável dom de presciência. Como nunca cansamos de repetir, a piauí será sempre heroica e nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente profética, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do povo brasileiro, em especial daqueles que nos leem.

UMA SAGA PIAUIENSE
Resolvi aproveitar um dia das férias para duas missões que dizem respeito a esta publicação: tentar colar o pinguim estilhaçado por um atentado cometido a sangue-frio por minha gata Peteca e organizar minha coleção de revistas, que comecei a assinar no quinto número. Após limpar uma a uma, acomodei-as em ordem cronológica em uma caixa dessas de supermercado. Destinei um espaço nobre no alto do armário e parti com o peso todo no ombro escada acima. Mas eis que o braço começa a fraquejar, as pernas bambeiam – logo quando estava prestes a acomodar as toneladas da caixa. Largá-la tampouco parecia uma boa ideia, pois cairia com tudo em cima de uma escrivaninha de vidro, anunciando um estrago de difícil sobrevivência para todos os envolvidos. Com a pressão baixa e a vista turva, repassei em segundos minha vida com a piauí: tantos perfis, reportagens, diários lidos e chegadas lidas. Seria assim minha despedida? Lamentei as edições cuja leitura achei que ainda colocaria em dia. Teria sido aquilo tudo em vão? Mas eis que respirei fundo e me agarrei a um último fiapo de força para sair daquele mundo em vertigem tal qual estivesse diante de um texto da minha vida a ser finalizado de uma forma digna: haveria que ter a consistência de uma Consuelo Dieguez, a organização de um Bernardo Esteves, a fluidez de uma Malu Gaspar e mesmo o humor (ainda que estranho por vezes) de um Roberto Kaz. Consegui. Descido os degraus, no entanto, vi com mais clareza (assim como é natural dos que passam uma experiência extrema) e distanciamento esse dilema: como armazenar (com aluguéis cada vez mais caros) nossas estimadas revistas, que se multiplicam em nossos revisteiros, bidês e armários? Conforme já abordaram a questão tanto fhc quanto os advogados de Lula, o armazenamento de acervo é uma questão urgente de nossos tempos. E aí, o que me dizem? Sobre o pinguim, consegui dar-lhe vida novamente. Agora ele ostenta suas marcas da vida, mas resiste como pode, assim como o jornalismo, a democracia e minha coluna.
JOÃO MARCOS VEIGA_BELO HORIZONTE/MG

NOTA DA REDAÇÃO EM FORMA DE ROL: (1) Se fôssemos você, ficaríamos de olho em Peteca. Tudo indica que seja uma agente infiltrada da concorrência. O ato de vandalismo de que foi autora traz à mente os piores excessos do Estado Islâmico; (2) Alguns anos atrás, um leitor nos escreveu para contar que a piauí o salvara de uma insolação. Aguardando um amigo debaixo do sol furioso de um janeiro sem dó, safou-se do desmaio fazendo um tetinho sobre a cabeça com a revista. Tempos depois, uma leitora teceu elogios sentidos às virtudes refrescantes da revista. Num busão lotado, contava, era só agitar a munheca com o exemplar na mão para produzir lufadas de ar fresco capazes de aliviar a vida de boa parte dos passageiros. Agora aprendemos que a revista também serve de equipamento de musculação. Está na hora de aumentar o preço de capa; (3) Tudo é estranho no Roberto Kaz, não só o humor.

A MALDIÇÃO DO OURO
Quero aqui parabenizar a talentosa jornalista venezuelana Paula Ramón pela publicação de mais um excelente texto, “O trágico Eldorado” (piauí_159, dezembro). Sou assinante da revista há alguns anos e, quando tem um texto da Paula, é com ele que inicio a leitura. Na minha modesta opinião, a moça já tem consolidado, na sua trajetória dos últimos anos na piauí, um instigante material de jornalismo literário de altíssimo nível.

Tenho a impressão de que daria um livro muito interessante.
DANIEL S. CIRENO DE LACERDA_ARACAJU/SE

DEZEMBRO
Não estou de implicância, não. A piauí_159, dezembro, foi a edição mais fraca dos últimos tempos. Quase nada me prendeu a atenção: cartuns sem graça, matérias enormes sobre temas menores e a disputa da piauí com a Folha para ver quem detesta mais Bolsonaro. Só “Rota da seda”. Já vi páginas melhores nessa revista.
ALDO DÓREA MATTOS_SALVADOR/BA

NOTA DESALENTADA DA REDAÇÃO: Quem dera a gente conseguisse ganhar alguma disputa… O pessoal aqui é muito desapaixonado. Ô redação morna, essa nossa. Pra você ter uma ideia, Carnaval aqui se resume a Roberto Kaz espetar o dedinho no ar, soltar um alá-lá-ô-ôôô-ôôô, ver que ninguém acompanha e dar o assunto por encerrado. Tudo somado, os festejos duram vinte segundos, se tanto.

ODE ÀS CARTAS
Uma das seções que mais gosto de ler na piauí é a das cartas enviadas pelos leitores. Por vezes, sinto vontade de enviar opiniões sobre as matérias, mas nem para isso me sinto apto. É uma coisa tão bem escrita que parece que todos os leitores são escritores.
LUIZ PAULO_VIA TWITTER

NOTA FESTIVA DA REDAÇÃO: Pronto, Luiz Paulo, agora você já pode reivindicar uma cadeira na ABL.

ASSÉDIO E SILÊNCIO
No Brasil temos deputados lutando pelo direito de as mulheres serem assediadas (“O predador”, piauí_160, janeiro).
TIAGO NASRI_VIA INSTAGRAM

BOLSOZAPP
Intercept, piauí… Vocês foram os causadores… Certeza que o Alvim leu a matéria…
JULIANO TUBINO_VIA INSTAGRAM

O BolsozApp me mata de risada (e desgosto, por tão próximo da realidade) todo mês.
KÊNIA GAEDTKE_VIA INSTAGRAM

Proféticos ou apenas bons leitores da realidade, escolham aí os otimistas.
JOÃO LUCAS FONTINELE_VIA INSTAGRAM

NOTA TRIUNFAL DA REDAÇÃO: Aprendeu, Daniel Recco?

YOUTUBE
Pode até ser que tenha mais gente de direita nessas plataformas (“O algoritmo da ágora”, piauí_160, janeiro). E que essa gente de direita tenha mais dinheiro para financiar anúncios e propaganda, e mais apoio do empresariado também. Porém, é importante ressaltar que essas plataformas NÃO SÃO NEUTRAS! Não é coincidência que apareçam mais como “sugeridos” no YouTube os vídeos da direita. YouTube, Google, Facebook e Twitter têm um papel fundamental na ascensão da direita no mundo todo.
ALINE QUE ALINE_VIA INSTAGRAM

A esquerda não opera bem nas redes sociais porque sua natureza é baseada em bloco, conjunto, classe, segmentos de pessoas, todas classificadas e com pensamento, slogan e estética unificados. A web é anárquica, diversa, individual e, acima de tudo, implacável contra a pretensão hegemônica das ideologias furadas pela prova da realidade desde o século passado.
RODRIGO BONTEMPI_VIA INSTAGRAM

Essa “youtubização” da política e do Parlamento parou o país. Não trabalham e só jogam para a plateia deles. Isso não vai dar certo. O país é uma realidade concreta e faminta. Eles serão cobrados, e a melhor coisa é a esquerda continuar do tamanho do Nando Moura, que já se tornou menor há tempos, e procurar estratégias mais coerentes, concretas, eficientes e duradouras.
JUNIO KOSTAS_VIA INSTAGRAM

A ideologização da mídia é parcialmente responsável. Muitos políticos encontraram no YouTube uma forma de transmitir diretamente sua mensagem aos eleitores, pois a mídia (ideologizada) perdeu a objetividade e a neutralidade.
ALEJANDRO CONTRERAS_VIA INSTAGRAM 

Muita live e pouca política na prática legislativa. A impressão que tenho é que a espetacularização da política transformou as senhoras e senhores deputados em jornalistas no plantão da Globo, Record e companhia.
GEORGE DA GUIA_VIA INSTAGRAM


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