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CAPA

A lista de traidores históricos da capa da edição de agosto (piauí_227) certamente poderia ser acrescida de muitos outros nomes. Como puderam esquecer de João Doria (traiu Alckmin e Bolsonaro) e o temeroso Michel Temer?

JOÃO LORANDI DEMARCHI_SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO/MG

NOTA DECORATIVA DA REDAÇÃO: Verba volant, scripta manent. 

Gostaria de informar que na lista de traidores apresentada na capa da piauí_227, agosto aparece o nome de Judas Iscariotes, um dos doze discípulos íntimos de Jesus que o traiu, do que resultou sua prisão e execução.

Esta fama de traidor, divulgada há séculos pela Igreja Católica e secundada por suas afilhadas, as igrejas protestantes, é injusta porque na verdade Judas pretendeu ajudar Jesus com seu ato.

No capítulo 13, versículo 27 do Novo Testamento, podem-se ler estas palavras: “Disse pois Jesus: o que fazes, faze-o depressa.” Jesus sabia das intenções de Judas e o incitou a agir para com isso dar seguimento à sua missão. Porque Jesus havia dito pouco antes a seus discípulos que seria morto e foi duramente repreendido por Pedro (João 13:31-32).

Indicando aos sacerdotes onde estava Jesus, Judas Iscariotes acreditou que estava ajudando a causa, que o mestre seria julgado e inocentado, pondo fim à perseguição. Quando viu Jesus ser entregue ao governador romano, atirou as moedas no templo e em seguida enforcou-se.

Qual o criminoso que devolve o butim e se suicida devido à culpa por seu crime?

EDUARDO ALBUQUERQUE_FORTALEZA/CE

NOTA CONTEMPORÂNEA DA REDAÇÃO: Vê-se que faltou a Judas um gabinete de crise.

VARIEGADOS

Não estou muito pra assuntos da atualidade ultimamente. Nesses últimos meses me perdi em pensamentos de autossoberania, cheguei a algumas conclusões que logo esqueci quais eram. Vejo um e-mail da piauí, e por algum motivo me interesso pela reportagem da vilania do calor e do clima.

Ainda falamos sobre a falta do ministério do cassino, Trump e trumpinhos, decadência, encarceramento, estados metafísicos quanto à morte, quanto ao pau; trepanação voltou à moda. Bacana.

Sobre a conferência climática, eu lembro do Fórum Social Mundial que participei lá em Belém, no campus da UFPA.

Um monte de gringos em tendas, largando lixo por tudo que é lado, tomando ayahuasca, se conectando e chorando.

Podia rolar uma ayahuasca pros gringos na COP, chorar faz bem.

Lembro também que eu dei abrigo pra dois jornalistas sul-coreanos. Ambos tinham uns 40 anos, eu tinha uns 18-20 na época. Ficaram bastante impressionados com as pessoas se beijando e se abraçando em público, e em como faziam plateia para artistas mais velhos.

Também tinha o espanto com os meus cabelos cacheados, com o açaí, o cupuaçu e o desespero em procurar alguém pra transar.

Eles eram muito polidos.

O que eu aprendi é que as pessoas vêm pro Brasil pra satisfazer suas necessidades básicas. Aparentemente no resto do mundo são proibidas. Cantar só é permitido aos jovens, afeto apenas escondido, chorar só em momentos de transe místico. Não sei se essa punição tem relação com o fato de se sentirem bem em jogar lixo em países que não são os seus.

Gostei de folhear online; a tela do meu celular tem soft touch.

UBIRACY DO AMARAL JÚNIOR_MACAPÁ/AP

AHÁ!

Antes de ler a esquina O sueterzinho, na piauí_227, agosto, abri um largo sorriso e amaldiçoei soberbamente os designers da revista. Efeito do tarifaço, imaginei. Após a leitura, o sorriso se alargou como boca de jacaré e a soberba murchou igual malha na lavanderia. Parabéns aos envolvidos! Sacada genial!

FELIPE BERNARDO FURTADO SOARES_BELO HORIZONTE/MG

QUESTÃO DE USO

Meu nome é Renata e sou assinante da revista. Há tempos venho percebendo um termo que vem sendo usado nos textos e me causa incômodo! Todas as vezes que vocês se referem à esposa de alguém, usam o termo “mulher”. Por exemplo: “a mulher de fulano de tal disse tal coisa…” Podem pesquisar esse uso reiterado!

Mas qual o porquê do meu incômodo? Mulher não é objeto, mulher não pertence ao homem. O mais prudente e correto seria usar o termo “esposa” para se referir à parceira de alguém.

Pois bem, esse é o comentário que gostaria de fazer como assinante, mulher e leitora da revista. No mais, parabéns pelos conteúdos trazidos!

RENATA DE OLIVEIRA_Recife/PE

SUSPEITA INSUSPEITA

Senhores:

Qual é a mensagem da ilustração da capa, na piauí_225, junho, uma boiada em direção da Câmara e do Senado?

CARLITO PEREIRA_Rio de Janeiro/RJ

NOTA ORACULAR DA REDAÇÃO: No filme Campo dos sonhos um agricultor interpretado por Kevin Costner ouve uma voz do além, em meio à plantação de milho, dizendo “Construa, e ele virá”. Obediente, Costner transforma seu milharal num campo de beisebol, para assim receber os fantasmas de grandes jogadores do passado. Troque Kevin Costner por Hugo Motta, troque o campo de beisebol pelo recém-aprovado PL 2159 – aquele que avacalha com o licenciamento ambiental –, e você terá o campo dos sonhos de muito parlamentar em Brasília.

SOCIEDADE

“Porque, por mais forte que eu tenha sido, resistir também cansa.” Geração Democracia, Parte IV_O homem e a mulher, piauí_227, agosto.

Sim, a policial Juliana Leme, uma gema preciosa garimpada pelas políticas de inclusão e lapidada pela sua própria força, brilha só; quando tiver mais joias, seus brilhos se somarão e teremos um Brasil melhor, mais equalizado com uma população à altura de sua dignidade.

O caminho errado que sempre trilhamos, conduzidos por uma elite obtusa e energúmena, que manteve o Brasil subserviente, medieval e escravocrata, é mostrado quando o governador Tarcísio, arengando sobre geopolítica em Bebedouro para o agronegócio, opinou que o Brasil tem que se afastar da China e foi aplaudido.

Se a China interrompesse os negócios com o Brasil, o agronegócio estaria falido em dias; seria liquidado como foram os barões da borracha; que desapareceram, só ficando o Teatro Amazonas. Do agronegócio nem isso sobraria.

DJALMA ROSA_SÃO SIMÃO/SP 

NOTA EM DESACORDO DA REDAÇÃO: Sobraria a casa greco-goiana do Gusttavo Lima.

FUTEBOLÍSTICA

Quando começo a ler O paradoxo da Copa (piauí_227, agosto) e vejo que o histórico dos campeões mundiais é traçado a partir de 1951, meu coração alvinegro se agitou e rapidamente desconfiou que a caneta que escreveu a matéria vinha da mão do inimigo. Não deu outra, em poucas palavras e alguns elogios ao time da Barra Funda, lá estava a confissão: um palmeirense de fato. Rivalidades à parte, Rodrigo Barneschi constatou empiricamente a diferença dos torcedores europeus para os demais países, os números nada mais do que corroboram essa sensação que temos até mesmo do sofá de casa. O futebol é cada vez menos popular e mais elitizado, o dinheiro corrói qualquer instituição que se valha e os clubes se tornam mais marca de consumo do que paixão. Precisamos ser resistentes e, a exemplo do meu Timão, não deixar a diretoria subir os valores dos ingressos.

REBECA LOURENÇO_SÃO PAULO/SP

MISSIVAS PERDIDAS E PIADAS GANHAS

Em relação à “Nota épica da Redação” (Cartaspiauí_226, julho), sinto-me lisonjeado por integrar uma suposta tríade de missivistas contumazes, ainda que apenas a contribuição acerca da matéria de Allan de Abreu, naquela composição onírica, haveria de ser de minha lavra. E foi, mas não chegou ao conhecimento do respondedor de cartas devido a problemas técnicos, segundo a nota exarada pela Redação. Aliás, foram dois meses sem cartas publicadas na piauí, criando uma crise de abstinência sem igual!

Repito aquela carta em novo e-mail e recomendo ampliar o espaço das missivas publicadas, caso o enguiço cibernético fique consertado e a quantidade de mensagens seja grande o suficiente, ainda que tamanho não deva ser documento para esta grande revista. E uma sugestão: acionar uma resposta automática para que nós, fiéis leitores e escrutinadores do que é lido, saibamos que o e-mail ao menos chegou ao servidor. Assim, se a carta não for publicada, foi preterida ao invés de preferida.

E já que fui chamado a tecer comentários, fico com o artigo de Arnaldo Branco e Renato Terra (O barão e o tubarão, piauí_226, julho), tão delicioso quanto as tiradas de Apparício Torelly. Mas dois reparos precisam ser feitos. Na transcrição da entrevista com Vaz Antão, é “tábua de logaritmos” o termo final, não de algoritmos, como pode ser conferido na edição de A Manha, de 17 de outubro de 1929, consultada na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Confusão perdoável com os algoritmos que as redes sociais nos impõem hoje para dizer o que queremos ver e ler. A tábua de logaritmos era fundamental para qualquer cálculo complexo que se fazia nos tempos anteriores a calculadoras e computadores. E para a veracidade histórica, o grupo que queria a separação de São Paulo na Revolução Constitucionalista de 1932 existia, mas era bem minoritário. No mais, os paralelos com os movimentos políticos de hoje são primorosos, sem contar que o título nos remete ao Tu e eu, de Luís Fernando Verissimo, em que poderíamos vislumbrar o Tu, Barão, junto ao Eu, Genia.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES_CAMPINAS/SP

NOTS REINVINDICATÓRIA DA REDAÇÃO: O jornal The New York Times tem o mesmo mote desde 1897: “All the news that’s fit to print” (todas as notícias que cabem ser impressas). Já é mais do que ho­ra desta piauí adaptar o slogan para o campo das missivas.

O BIRUTA

O título de A biruta (piauí_227, agosto) cai como uma luva na figura retratada pela Ana Clara Costa na sua excelente análise do comportamento político do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, totalmente submisso a Bolsonaro, toldando totalmente sua biografia e seu passado de homem público, largamente conhecido como um bom gestor. O fato de ele ter sido guindado ao governo do principal estado da federação por indicação do ex-presidente absolutamente não significa que ele tenha de rezar pela cartilha política do capitão, afinal de contas, tal atitude demonstra total falta de personalidade, oportunismo e carreirismo.

O que mais causa estranheza é que tal figura seja o novo queridinho dos faria limers, como candidato ideal para a Presidência do país. O apoio total e irrestrito aos golpistas revela como nossa direita perdeu o rumo ao se aliar aos extremistas. Isso seria devido a sua formação de militar, submisso à hierarquia, pois embora tenha se formado engenheiro pelo IME, com mestrado e carreira universitária brilhante, tem o ranço do milico e, como tal, o eleitor deveria evitar caso venha a lançar sua candidatura, uma vez que militares não combinam com a política, pois consideram o adversário um inimigo que precisa ser destruído.

O título da matéria também poderia ser alterado para O biruta.

DIRCEU LUIZ NATAL_RIO DE JANEIRO/RJ

COLAGEM

Amo todas as capas da piauí, as artes e fotos internas. Parabéns por trazer tantas informações e imagens inspiradoras.

Fiz uma brincadeira de colagem com minha filha e acabou saindo essa imagem:

TAÍSA SANCHES_RIO DE JANEIRO/RJ

ERRATA:

Ao contrário do que diz o texto Conexão Arpoador-Paris (piauí_227, agosto), na seção Esquina, quem teve uma gravadora de funk e uma boate em Paris especializada em música africana e caribenha foi a grife Rabanne – e não Julien Dossena, atual estilista da marca, como está escrito.


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