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CURITIBA - Admirado com a aula magna de cidadania ministrada pelo decano Beto Richa, o bacharel Geraldo Alckmin enviou a Tropa de Choque Paulista para um intercâmbio no Paraná. "Temos muito o que aprender com a polícia curitibana. Aqui em São Paulo sequer usamos pitbulls, por exemplo", explicou o governador paulista, com um ar desenxabido.
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CURITIBA – Admirado com a aula magna de cidadania ministrada pelo decano Beto Richa, o bacharel Geraldo Alckmin enviou a Tropa de Choque Paulista para um intercâmbio no Paraná. "Temos muito o que aprender com a polícia curitibana. Aqui em São Paulo sequer usamos pitbulls, por exemplo", explicou o governador paulista, com um ar desenxabido.
Catedráticos neoliberais elogiaram o modelo de repressão em tempo integral implementado por Beto Richa. “Era hora de dar um rumo de homem a essa cidade. Chega dessa viadagem de festival de teatro, Curitiba agora assume sua face de macho comedor”, filosofou Luiz Felipe Fondue, da província de São Paulo. Beto Richa reagiu com modéstia aos elogios: “É bom que os policiais não tenham diploma, porque gente formada normalmente é muito insubordinada", desconversou, segurando um porrete na mão.
A dupla de governadores estuda implementar um sistema de vigilância em todas as escolas estaduais para impedir que os professores disseminem a doutrina comunista. "Colocaremos sentinelas nas salas de aula. Toda vez que um professor de história citar Paulo Freire, Marx ou Eliane Brum, será castigado com palmatórias de efeito moral", explicou Richa, empunhando um taco de beisebol.
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