Brasil
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TRABALHADOR LIBERAL (NA ECONOMIA) – Governador, prefeito, síndico, comodoro, diretor de escola de samba, adestrador de cachorro, alfaiate, antiquário, chapeleiro, terapeuta tântrico, dona de armarinho, editor de jornal, livreiro, instrutor de autoescola, manicure, ourives, pizzaiolo, pipoqueiro, sorveteiro, tatuador, vassoureiro e vidraceiro de automóveis. Essas são algumas das categorias que o presidente Jair Bolsonaro quer incluir na CPI da pandemia, para além de prefeitos e governadores.
“Não sou contra uma CPI, mas tem que apurar a responsabilidade dessas pessoas aí, se não cai tudo em cima de mim”, reclamou Bolsonaro, em mais uma gravação telefônica divulgada pelo araponga oficial do governo, o senador Jorge Kajuru. “Qual é a responsabilidade do estofador pro avanço do vírus? Da quitandeira? Do mergulhador submarino? Tem que apurar isso daí também, porra!”
“A ideia é desburocratizar e dar acesso”, explicou o ministro da Eugenia, Paulo Guedes. “Antes só o político podia fazer parte de uma CPI. Agora o governo está levando essa oportunidade a 12, 13, 14, 20, 55, 220 milhões de pessoas.”