Seção de humor da piauí



Roberto Kaz e Afonso Capellaro

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Supervisão: Olegário Ribamar


Imagem Camisa 10 do Brasil entra em programa de proteção à testemunha após presenciar conversa entre Bolsonaro e Trump

Internacional

Camisa 10 do Brasil entra em programa de proteção à testemunha após presenciar conversa entre Bolsonaro e Trump

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CASABRANCAZO – “O horror, o horror”, balbuciava uma camisa 10 puída, de um amarelo já desbotado, enquanto vagava pelas ruas de Washington. A cena foi presenciada ontem por turistas que passavam perto da Casa Branca, e antecedeu o sumiço, possivelmente eterno, de um dos maiores símbolos do futebol brasileiro. Horas depois, a Interpol comunicou que a blusa havia entrado para o programa de proteção à testemunha, onde deve ganhar uma nova nacionalidade, de algum país sem a onipresença de Steve Bannon e Olavo de Carvalho.

O mal estar vivido pela camisa que um dia foi de Pelé vinha aumentando desde que começou a ser usada pelo jogador Neymar Jr, que nunca se conformou por não poder transformá-la num abadá. O drama aumentou quando ela precisou ver David Luiz chorando no 7 a 1 contra a Alemanha, mas chegou ao limite nesta semana, quando foi estilizada com o nome do presidente americano Donald Trump. Após passar uma hora ouvindo Trump, Jair e Eduardo Bolsonaro conversando sobre arma, mulher e tuitadas lacradoras no salão oval, a camisa teve uma crise de ansiedade, e precisou ser medicada. Depois não foi mais vista.

“Eu quero uma vida tranquila. Num campinho na beira do mar, vivendo de pelada, sem essa exposição toda”, afirmou a camisa 10, por meio de um áudio criptografado e distorcido com voz de pato. “Peço desculpas aos milhões de brasileiros que estão se sentindo traídos, mas vocês não sabem o que é carregar o nome de Donald Trump.” Em resposta, Bolsonaro chamou a camisa de ideológica: “Essa daí é esquerdista, petralha, comunista e inimiga da pátria, que nem os imigrantes brasileiros nos Estados Unidos.” A CBF anunciou que o número será trocado pelo 17.


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