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Seção de humor da piauí
MASTER FILMES - Da cena de arte underground da Faria Lima brotam novas correntes do cinema brasileiro da próxima década, que será heroico e será nacional, ou então não será nada. Michelle Vague, Cinema Partido Novo e Bolsonarismo Fantástico são alguns dos estilos que começam a pintar de verde e amarelo a tela nacional. Tudo graças à entrada de dois grandes players do mercado audiovisual: Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
"Produzir cinema no Brasil é uma batalha diária, uma batalha pela arte, mas tudo é possível quando você tem uma câmera na mão e R$ 134 milhões na cabeça", desabafou o produtor executivo da megaprodução Dark Horse, que conta a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Muitas vezes, pra fechar as contas, contamos com o apoio de amigos, fazemos rifa de cargos-fantasma, vendemos chocolate, parcelamos os pagamentos em 48 depósitos de R$ 2 mil, mas tudo vale a pena quando a conta não é pequena."
Artista irrequieto, Flávio Bolsonaro sempre contestou o rótulo de mero senador da República ou de filho de ex-presidente. "Eu gosto de me movimentar, de empreender, já tenho um certo conhecimento do audiovisual, sobretudo na área da tevê a cabo. Também conheço bem o lado das finanças, aprendi mexendo com gás e chocolate. Então quando o Mario Frias veio com esse roteiro, pedindo pra eu produzir, foi um presente pra mim. Antes havia o cinema de guerrilha. Agora fundamos o cinema de milícia.”
O produtor sem papas na língua não mede palavras para elogiar os mecanismos de mecenato disponíveis no Brasil. "Na hora eu lembrei do Dani Vorcaro, um irmão de vida inteira". Todo o dinheiro para o filme foi captado através da Lei Rouagatonet.