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COPACABANA – Foi com espanto e indignação que o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton se viu diante da obra do novo Museu da Imagem e do Som, equipamento cultural que vem sendo erguido no local da antiga boate Help, na praia de Copacabana.
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COPACABANA – Foi com espanto e indignação que o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton se viu diante da obra do novo Museu da Imagem e do Som, equipamento cultural que vem sendo erguido no local da antiga boate Help, na praia de Copacabana.
“Foi por essas e outras que, durante a minha presidência, reduzi drasticamente o apoio americano à UNESCO”, vituperou Clinton, dirigindo-se a um grupo de jogadores de peteca sessentões que se juntaram ao protesto presidencial. “A agência fica preservando cidadezinhas medievais na Europa, nas quais metade da população já morreu de tédio, e fecha os olhos para a destruição de patrimônios como a Help. Daqui a pouco fecham a Centaurus e ninguém dará um pio!”
Num momento forte, Clinton retirou do bolso doze cartelas de Troianos sabor tutti fruti que acabara de comprar para a noitada, e perguntou: “Quem vai me ressarcir do prejuízo? Esse mauricinho prefeito?”
Enrolando uma camisa no rosto e conectando o celular à rede Ninja, Clinton prometeu acampar em frente ao canteiro de obras do MIS até que as autoridades municipais anunciem a construção da Help em outro endereço. O movimento de ocupação, suprapartidário e não ideológico, atraiu cafajestes de todas as classes sociais, religiões, nacionalidades e posições políticas. "Da Copa, da Copa, da Copa eu abro mão/ Eu quero é mais dinheiro pra luxúria e perversão", cantavam todos num coro puxado por Clinton e Alexandre Frota.
Antenado nas questões atuais, Clinton deu indícios de que acompanhou o sorteio da Copa do Mundo. "Aquela Fernanda Lima está estagiando onde?", perguntou a assessores próximos.
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