Hieroglifos
Reafirmando mais uma vez o seu compromisso inalienável com o progresso da educação, o <i>the piauí Herald</i>, qual um Enem sem tropeços, propõe a seus leitores uma questão de interpretação de texto. Abaixo, reproduzimos o primeiro parágrafo da crítica de <i>A Pele que Habito</i>, de Pedro Almodóvar, na pena sempre desafiadora do crítico Rodrigo Fonseca. Rogamos àqueles com fôlego hermenêutico que nos enviem a transliteração do texto, de modo a iluminar o seu sentido pleno e poderoso. A interpretação mais esclarecedora será laureada com um pinguim de porcelana.
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Reafirmando mais uma vez o seu compromisso inalienável com o progresso da educação nacional, o , qual um Enem sem tropeços, propõe a seus leitores uma questão de interpretação de texto. Abaixo, reproduzimos o primeiro parágrafo da crítica de A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar, publicada ontem em O Globo, na pena sempre desafiadora do crítico Rodrigo Fonseca. Rogamos àqueles com fôlego hermenêutico que nos enviem a transliteração do texto, de modo a iluminar o seu sentido pleno e poderoso. A interpretação mais esclarecedora será laureada com um pinguim de porcelana. Endereço de envio: site@revistapiaui.com.br
Pela estratosfera do planeta Almodóvar, trafegam filmes cujas feições e inquietações são gestadas no feminino, antes de ganharem universalidade unissex. São assim “A flor do meu segredo” (1995), “Tudo sobre minha mãe” (1999) e “Volver” (2006), todos regidos por um eros cicatrizante. Para além deles, numa ionosfera estética mais aberta a diálogos com gêneros cinematográficos como o policial, gravitam histórias de ambiguidades, brutalidades e voracidades masculinas, sob o cabresto de tânatos. “Matador” (1986), “Ata-me” (1990), “Carne trêmula” (1997), “Má educação” (2004) e “Abraços partidos” (2009) têm essa toada. Curiosamente, são os longas-metragens de maior refinamento visual do cineasta espanhol. É a essa porção mais viril (e plasticamente requintada) de sua obra que “A pele que habito” (“La piel que habito”) se filia. A evidência inicial é o regresso de Antonio Banderas ao ninho do realizador que fez dele um muso na década de 1980.
Receberemos participações até às 17h. O resultado será divulgado às 17h30. Serão desconsiderados esforços que não enfrentarem pelo menos três dos seguintes obstáculos: “universalidade unissex”, “eros cicatrizante”, “ionosfera estética” e “cabresto de tânatos”.
Que o espírito do grande Champollion vos guie.
Divisão Educacional The Piauí Herald
Concurso Cultural finalizado Clique aqui para conhecer os vencedores