Economia
BRASÍLIA - Motivado pelas novas leis trabalhistas para as empregadas domésticas, o jornalista Lauro Mendonça Paladino, de 47 anos, resolveu depositar seu currículo na caixa de correio de seu condomínio. "Falo quatro idiomas e tenho mestrado. Já fui correspondente internacional. Sempre sonhei em ter carteira assinada, férias todo ano e carga horária de oito horas diárias. Chegou a hora!", comemorou. Em poucos minutos, o movimento foi seguido por centenas de colegas de profissão.
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BRASÍLIA – Motivado pelas novas leis trabalhistas para as empregadas domésticas, o jornalista Lauro Mendonça Paladino, de 47 anos, resolveu depositar seu currículo na caixa de correio de seu condomínio. "Falo quatro idiomas e tenho mestrado. Já fui correspondente internacional. Sempre sonhei em ter carteira assinada, férias todo ano e carga horária de oito horas diárias. Chegou a hora!", comemorou. Em poucos minutos, o movimento foi seguido por centenas de colegas de profissão.
No final da tarde, Paladino foi contratado por Ivonete Soares Macedo, empregada doméstica do 302 há 32 anos. "Estou felicíssimo. Ainda tenho vale-transporte e auxílio creche!", exultou.
Repórteres, âncoras, colunistas, blogueiros e fotógrafos descontentes começaram a reunir assinaturas para incluir os jornalistas na PEC das domésticas. "Nossos patrões são famílias e trabalhamos como empregados", defendeu o diagramador de um grande jornal diário, que não quis se identificar.
Numa reviravolta impensável no jornalismo brasileiro, Danuza Leão e Artur Xexéo foram flagrados cogitando a hipótese de lavar um prato. "O Brasil está dominado pela ditadura do FGTS", declarou Feliciano.
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