The Piauí Herald
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Seção de humor da piauí
BANCO DOS RÉUS – Um êxodo inesperado obrigou o Conselho Nacional de Justiça a construir um grande muro, em volta de sua sede em Brasília, para barrar a migração de jovens brancos usando coletinhos que chegaram ao local em seus Porsches-de-arara. Os jovens fazem parte de um movimento crescente de pessoas que têm migrado do mercado de ações para o sistema judiciário em busca de bônus melhores no fim do ano. “Hoje em dia quem é que paga uma bolada de R$ 500 mil, fora o Judiciário de Rondônia?”, perguntou um rapaz que havia abandonado uma promissora carreira num banco de investimentos. “Trabalhando um ano no Judiciário eu consigo juntar dinheiro para realizar o sonho do iate próprio. Na Faria Lima levaria pelo menos um ano e um mês.” A iniciativa foi apoiada por um investidor já ambientado com o sobe e desce das sentenças judiciais. “É como diz aquele verso do Milton Nascimento: ‘O rentista tem que estar onde o ouro está'”, explicou. “E o ouro está no Judiciário, que pagou mais de R$ 2 bilhões em bonificações só em dezembro.”