Brasil
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Seção de humor da piauí
DOI-CODILANDIA – Um dia triste para o imaginário infantil das Forças Armadas. Foi assim que o general Augusto Heleno definiu esse 31 de março sombrio – o primeiro, em quatro anos, em que o Exército não fará festinha de aniversário para o golpe de 1964. O niver da quartelada havia se tornado uma tradição no governo Bolsonaro, quando voltou a ser celebrado com notinhas no site do Exército, desfiles de soldadinhos e noitadas de arromba nos salões de festa dos clubes militares. “O sonho acabou. Pelo menos até a próxima tentativa de golpe”, lamentou Heleno.
Além de deprimir os militares de pijama, o cancelamento da festa também pegou de surpresa o governo saudita, que planejava enviar um tanque de guerra cravejado em diamantes de presente ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “Qual o sentido de dar um presente desse porte se não tem mais festa? Se ninguém vai nos dar uma licitação em troca?”, reclamou um membro da família real saudita.
Apesar do cancelamento da festa, nem tudo é tristeza nos quartéis nacionais. As pensões para viúvas e filhas de militares, assim como a existência de uma justiça própria para julgar (e absolver) os crimes cometidos por integrantes das Forças Armadas, continuam funcionando a pleno vapor.