Seção de humor da piauí



Roberto Kaz e Afonso Capellaro

Seção de humor da piauí

Supervisão: Olegário Ribamar


Imagem Intelectuais orgânicos se organizam em torno de Maluf

Maranhão

Intelectuais orgânicos se organizam em torno de Maluf

Atentos às mudanças vertiginosas na política brasileira, intelectuais ligados ao PT e à vanguarda do proletariado anunciaram uma obra coletiva para explicar as razões profundas e as implicações alvissareiras da aliança entre Lula e Maluf. O livro M<i>alula: uma Abordagem Dialética</i> será lançado na Flip, pela editora Boi Gordo, em parceria com a OGX, Camargo Correia, PDVESA, Petrobras e PetroPaulo, empresa especialmente refundada para a ocasião.

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Atentos às mudanças vertiginosas na política brasileira, intelectuais ligados ao PT e à vanguarda do proletariado anunciaram uma obra coletiva para explicar as razões profundas e as implicações alvissareiras da aliança entre Lula e Maluf. O livro Malula: uma Abordagem Dialética será lançado na Flip, pela editora Boi Gordo, em parceria com a OGX, Camargo Correia, PDVESA, Petrobras e PetroPaulo, empresa especialmente refundada para a ocasião.

Organizador do trabalho, o multipensador bolivariano Emir Sader explica no prefácio: "As forças produtivas do malufismo e as relações de produção do lulismo estavam em contradição durante a assim chamada Acumulação Primitiva da Fisiologia. Essa aliança vem provar que superamos o estágio embrionário da humanidade corrompida. Demos um passo firme, plenamente justificado pelo rouba-mas-faz do materialismo dialético, na direção do socialismo de compadrio que tanto desejamos e já viceja nas Ilhas Jersey."

Paulo Maluf, continua o professor Sader, "sempre foi um legítimo representante da burguesia nacional, um aliado histórico da classe trabalhadora contra o imperialismo tucano e sua política neoliberal-fascista-entreguista de inserção subalterna no mundo globalizado".

A filósofa Marilena Chauí protagoniza um dos momentos altos de Malula. Seu ensaio, que já começou a bombar nas redes erótico-sociais, chama-se "Relaxa e Goza: Revisitando o Bordão ‘Estupra Mas não Mata’ à Luz das Máquinas Desejantes Contra o Discurso Competente do Patriarcalismo Brasileiro e Outras Falas". Mas que ninguém se iluda com o título prosaico. Com olho arguto, Chauí relê a história a contrapelo, chegando à conclusão revolucionária de que "Paulo Maluf é um precursor e um dos grandes responsáveis pelo sucesso da Parada Gay na cidade". Nas comunidades GLS, a leitura do artigo deu origem ao neologismo "malugay", adaptação colorida do bordão petista "Agora malufei".

O padre e intelectual tucano-petista Dom Eugênio Bucci, definido pelos colegas como um "radical de centro" devido à persistente ousadia de suas posições verticalmente moderadas, participa de Malula com o ensaio "A Era da Contemporização". Dom Bucci resgata uma das campanhas de Duda Mendonça para Maluf, na qual o então candidato dizia: "Eu não sou santo, mas quem nunca errou na vida?". A partir daí, Dom Eugênio concluí que "ninguém é totalmente mau e ninguém é inteiramente bom, por isso, sejamos sempre tolerantes: a aliança entre Maluf e Lula é mais um passo para consolidar da miscigenação moral do povo brasileiro".

Em abordagem alternativa, valendo-se das ferramentas do marxismo antroposófico e bebendo nas águas do materialismo holístico-transcendental, o filósofo Renato Janine saúda a aproximação entre Maluf e o PT no texto "Sei Lá, Mil Coisas: Digressões Sobre o Afeto Brasileiro". O ensaio será lido na Tenda dos Prazeres da Flip, na noite deste sábado, onde estão sendo vendidas camisetas com as imagens de Che Guevara e da foto que reúne Lula, Maluf e Fernando Haddad.

Malula traz ainda textos como "Da Paulipetro ao Pré-Sal: Visões Visionárias"; "Do Minhocão à Transposição do São Francisco: Abrindo Caminhos", "Do Leve Leite ao Fome Zero" e "A Rota e o Povo na Rua: Comunhões". Todos lançam nova luz sobre a continuidade entre as políticas malufistas e as gestões do PT.

Convidado para a coletânea, Slavoj Zizek declinou do convite, por considerar o assunto "sério demais para ser tratado de formas ligeira". Mas anunciou que lançará um segundo volume ao recém-publicado Vivendo no Fim dos Tempos, interamente dedicado à interpretação do fenômeno. Atualmente, o livro está com 837 páginas.

A orelha de Malula traz a assinatura do senador José Sarney. "Ouso modestamente tomar essa obra como uma homenagem pessoal. Eu sempre apoiei Lula e Maluf ao mesmo tempo", diz o imortal. 


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