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Roberto Kaz e Afonso Capellaro

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Supervisão: Olegário Ribamar


Imagem Para Tamborindeguy, novas cédulas deveriam ter rosto de grandes brasileiros

Economia

Para Tamborindeguy, novas cédulas deveriam ter rosto de grandes brasileiros

“Mas eles insistem com essa mesma senhora!”, lamentou Narcisa Tamborindeguy, ao ser apresentada às novas cédulas do real que a Casa da Moeda acaba de lançar. Tamborindeguy se referia à efígie simbólica da República, presente na marca d’água de todas as notas. A empresária, escritora e crítica feroz das autoridades monetárias do país reclamou que “desde 1994 é a mesma coisa”.

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“Mas eles insistem com essa mesma senhora!”, lamentou Narcisa Tamborindeguy, ao ser apresentada às novas cédulas do real que a Casa da Moeda acaba de lançar. Tamborindeguy se referia à efígie simbólica da República, presente na marca d’água de todas as notas. A empresária, escritora e crítica feroz das autoridades monetárias do país reclamou que “desde 1994 é a mesma coisa”. Sem meias palavras, disparou: “Aí tem.” Tamborindeguy assegurou que jamais cruzou com a efígie da República em qualquer evento social. “Nem no réveillon do Bruno e do André, e olha que lá entra todo mundo”, disse. “Quem é ela? Que restaurantes frequenta? O que é uma efígie?”, perguntou em tom de desafio. “Se é para ser uma pessoa simbólica, por que não a Carmen Mayrink Veiga?”, desafiou Tamborindeguy, ressaltando, porém, não concordar com a decisão de estampar um só rosto em todas as notas. “Isso é como festa, quanto mais gente melhor”, disse, sugerindo que Adriane Galisteu, Hebe Camargo, Jesus & Madonna, Amaury Junior, Gloria Maria, João Dória e Roberto Justus sejam estampados nas notas de 1, 2, 5, 10, 20, 50 e 100 reais, respectivamente. Numa proposta radical que levou vários economistas a reavaliar os fundamentos da teoria monetária clássica, Tamborindeguy sugeriu estampar o rosto de Paris Hilton numa série especial de notas de 50 reais. Segundo ela, a nota se tornaria imediatamente conversível e “aceita em qualquer loja de bom gosto, de Nova Iorque a Hong Kong”. O economista Armínio Fraga não quis se pronunciar, mas pessoas que participaram de uma reunião a portas fechadas na Casa das Garças para discutir a proposta confirmam que o ex-presidente do Banco Central teria dito que, se o Brasil puder pagar o déficit público com óculos Dolce & Gabbana, “nossa vida está ganha”.


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