Economia
“Mas eles insistem com essa mesma senhora!”, lamentou Narcisa Tamborindeguy, ao ser apresentada às novas cédulas do real que a Casa da Moeda acaba de lançar. Tamborindeguy se referia à efígie simbólica da República, presente na marca d’água de todas as notas. A empresária, escritora e crítica feroz das autoridades monetárias do país reclamou que “desde 1994 é a mesma coisa”.
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“Mas eles insistem com essa mesma senhora!”, lamentou Narcisa Tamborindeguy, ao ser apresentada às novas cédulas do real que a Casa da Moeda acaba de lançar. Tamborindeguy se referia à efígie simbólica da República, presente na marca d’água de todas as notas. A empresária, escritora e crítica feroz das autoridades monetárias do país reclamou que “desde 1994 é a mesma coisa”. Sem meias palavras, disparou: “Aí tem.” Tamborindeguy assegurou que jamais cruzou com a efígie da República em qualquer evento social. “Nem no réveillon do Bruno e do André, e olha que lá entra todo mundo”, disse. “Quem é ela? Que restaurantes frequenta? O que é uma efígie?”, perguntou em tom de desafio. “Se é para ser uma pessoa simbólica, por que não a Carmen Mayrink Veiga?”, desafiou Tamborindeguy, ressaltando, porém, não concordar com a decisão de estampar um só rosto em todas as notas. “Isso é como festa, quanto mais gente melhor”, disse, sugerindo que Adriane Galisteu, Hebe Camargo, Jesus & Madonna, Amaury Junior, Gloria Maria, João Dória e Roberto Justus sejam estampados nas notas de 1, 2, 5, 10, 20, 50 e 100 reais, respectivamente. Numa proposta radical que levou vários economistas a reavaliar os fundamentos da teoria monetária clássica, Tamborindeguy sugeriu estampar o rosto de Paris Hilton numa série especial de notas de 50 reais. Segundo ela, a nota se tornaria imediatamente conversível e “aceita em qualquer loja de bom gosto, de Nova Iorque a Hong Kong”. O economista Armínio Fraga não quis se pronunciar, mas pessoas que participaram de uma reunião a portas fechadas na Casa das Garças para discutir a proposta confirmam que o ex-presidente do Banco Central teria dito que, se o Brasil puder pagar o déficit público com óculos Dolce & Gabbana, “nossa vida está ganha”.