Seção de humor da piauí



Roberto Kaz e Afonso Capellaro

Seção de humor da piauí

Supervisão: Olegário Ribamar


Imagem Unidos da Jaburu entram na avenida sem velha guarda, com enredo sobre reforma da Previdência

Carnaval

Unidos da Jaburu entram na avenida sem velha guarda, com enredo sobre reforma da Previdência

"Aqui o jovem de 65 anos requebra até o chão pra não prejudicar a escola no quesito aposentadoria, amada!" A frase foi dita pelo marqueteiro e carnavalesco Elsinho Mouco, o Milton Cunha do Planalto, durante a festa de apresentação do enredo "Ordem e Progresso, Trabalhar é Bom e Eu Gosto: O Mito da Aposentadoria, do Homem de Neandertal a Constantinopla - A Humanidade Não Para, Obalu Ayê, Iansã. Geddel e Jucá"

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CARNATEMER – “Aqui o jovem de 65 anos requebra até o chão pra não prejudicar a escola no quesito aposentadoria, amada!” A frase foi dita pelo marqueteiro e carnavalesco Elsinho Mouco, o Milton Cunha do Planalto, durante a festa de apresentação do enredo “Ordem e Progresso, Trabalhar é Bom e Eu Gosto: O Mito da Aposentadoria, do Homem de Neandertal a Constantinopla – A Humanidade Não Para, Obalu Ayê, Iansã. Geddel e Jucá”. A cerimônia ocorreu na sede do Grêmio Recreativo Unidos do Jaburu, localizado na Carceragem da Polícia Federal de Curitiba, onde vive o bicheiro e patrono da escola, Eduardo Cunha.

“Esse ano vai ter muito ouro, prata, medida provisória e emenda constitucional, amada”, explicou o carnavalesco, antes de apresentar as fantasias da escola. “A comissão de frente vem muito máscula, fantasiada de bancada da bala. Já a ala das baianas vem mais conceitual, trocando os vestidos brancos por malas de dinheiro, que juntas somam 51 milhões de reais.” Elsinho da Jaburu ainda contou que a grande novidade ficará por conta da bateria, que terá apenas um naipe de surdo e outro de Caixa 2.  

Por fim, o carnavalesco finalmente revelou quem vai substituir a eterna Adriana Ancelmo à frente da sessão rítmica da agremiação. “A Cristiane Brasil vai sambar a bordo de uma lancha cenográfica, pra mostrar que ela tem condição de ser, ao mesmo tempo, rainha, musa, porta-bandeira e investigada por associação ao tráfico.” Um passista sem camisa, amigo de Cristiane Brasil, complementou: “Entrar na avenida qualquer um pode, o importante é a gente saber quem tem o direito de sambar.” Mesmo com tamanha determinação, ainda existe o receio de que Brasil tenha a fantasia embargada na Justiça do Trabalho.


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