Um péssimo presidente – mas que ótimas capas!
Sobre drama, inspiração e uma quantidade absurda de tinta laranja
Toda manhã, Frank W. Baker abre o seu computador e pesquisa novas capas de revista que estampam a figura de Donald Trump. Desde o primeiro mandato dessa que é uma das figuras públicas mais controversas da história recente, Baker – um jornalista que hoje dá aulas de letramento midiático em escolas – mantém uma coleção atualizada de capas em seu site. A frequência dos achados aumentou depois que o republicano se reelegeu. Todo dia, desde o começo de 2025, Baker encontra alguma capa nova. Somente neste ano, já coletou pelo menos 81 delas, publicadas em países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Arábia Saudita, Eslovênia, Espanha, Índia e República Tcheca.
“Acho que lá em Mar-a-Lago o presidente deve ter alguma sala repleta de capas de revista”, brinca Baker, referindo-se ao resort privado de Trump na Flórida. “Ele deve ter até algumas falsas.” De fato, já teve. Em 2017, o Washington Post revelou que uma capa forjada da revista Time ficava exposta, ao lado de outras verdadeiras, na entrada do clube que funciona dentro de Mar-a-Lago.
O acervo digital do professor Baker contém muitas capas da New Yorker, The Economist, Time e Der Spiegel, além de dezenas de títulos de outros países, permitindo ver um panorama das representações do líder mais egocêntrico do mundo. Capas de língua não inglesa são menos frequentes, mas a da piauí de agosto de 2024 está lá, mostrando Trump e Kamala Harris como personagens do filme Divertida Mente. Capas ilustradas são quase tão frequentes quanto capas fotográficas. Muitas das fotográficas incluem montagens. Baker gosta de observar as sutilezas do jogo entre texto e imagem, dos enquadramentos, das poses e cores escolhidas. “Cada capa representa um momento no tempo, quando o designer interpreta Trump ou suas ações recentes”, ele diz.
Na segunda semana de janeiro, após o ataque americano à Venezuela, Trump apareceu na capa da New Yorker mamando petróleo de um barril, numa aquarela de Barry Blitt. Na revista Objektiv, suplemento do jornal esloveno Dnevik, ele foi retratado com um botton da Venezuela no terno e petróleo jorrando do nariz, formando um bigodinho semelhante ao de Hitler. Na revista alemã Focus, sua gravata perfura o chão ao lado da chamada “Quem será o próximo?”. No Guardian Weekly, revista inglesa que republica textos do The Guardian, um homem de terno azul e gravata vermelha cruza as mãos sobre um globo terrestre.

“Uma capa de revista, muito mais do que uma primeira página de jornal ou a escalada de um telejornal, capta um espírito do tempo de fôlego curto, no pulso da opinião pública”, diz Eugênio Bucci, professor titular de jornalismo e produção editorial na USP e ex-diretor de redação de revistas como Superinteressante e Quatro rodas.
Bancas estão em vias de extinção na maioria das cidades do mundo. No Brasil, os dados do CNPJ atualizados até dezembro mostram que apenas 30% das 2.739 empresas registradas para vender publicações ainda têm registro regular. Desde a pandemia, a queda acelerou: entre 2020 e 2025, 822 bancas e revistarias foram extintas ou deixaram sistematicamente de prestar informações à Receita. Hoje, restaram apenas 807.
No Centro do Rio, bancas surradas expõem revistas velhas e amarfanhadas para manter o ponto enquanto vendem café, cigarros e brinquedos; em São Paulo, onde ainda há bancas perto de estações de metrô, as publicações são atração secundária a mochilas, guloseimas e cigarros. Na Alemanha, praticamente só é possível comprar revistas nas ainda impressionantes bancas de estações de trem.
Capas de revista, no entanto, circulam facilmente nas redes sociais, atingindo públicos potencialmente maiores do que os que paravam para apreciar a arte nas bancas ou consultórios. Mesmo nestes tempos em que novas celebridades são criadas a cada instante, figurar numa capa de revista é um diploma da academia do renome. É por isso que, vendida em 2018 ao empresário Marc Benioff, da empresa de softwares Salesforce, a revista Time passou por uma mudança significativa: ao mesmo tempo que reduziu sua frequência, deixando de ser uma revista semanal e passando a ser quinzenal, aumentou a quantidade de capas que destacam pessoas notáveis. Agora, além da “pessoa do ano”, ela publica listas como “100 pessoas mais influentes”, “100 maiores líderes do clima”, “empresas mais inovadoras”, “os mais influentes da inteligência artificial” e por aí vai. Em 2024, 6 das 22 capas publicadas pela Time foram listas de pessoas; além disso, outras sete edições da revista continham listas, ainda que não estivessem na capa principal. As listas mais chamativas, como a das “estrelas ascendentes”, chegam a circular com três capas alternativas, cada uma com um protagonista diferente, para atingir os fãs dos homenageados. Como todos os presidentes eleitos nos Estados Unidos desde 2000, Trump terminou o ano eleitoral de 2024 na condição de “pessoa do ano” na Time. (Não que isso tenha necessariamente pesado na escolha, mas Benioff declarou apoio ao republicano durante a campanha e a revista lançou uma edição especial sobre sua vida.)
“A capa de revista pode circular como outras imagens, mas só ela leva consigo o peso de uma massa de pensamento, de tradição, do ponto de vista jornalístico”, diz Bucci. Por isso, ele avalia, vemos com tanta frequência falsificações de capas de revista. Sem acesso ao produto físico, é mais fácil um desatento acreditar numa mentira caprichada. “Qualquer um pode criar imagens muito felizes, mas elas nunca terão o impacto de uma capa de revista.”
Na eleição de 2024, quando o Judiciário americano deixou de lado boa parte dos processos que poderiam ter levado Trump à cadeia e sua campanha montou uma equipe repleta de negacionistas com apoio das big techs, o republicano apareceu proporcionalmente mais em capas de revista, comparado à sua primeira eleição. A piauí fez o levantamento tomando como base os acervos de três grandes revistas internacionais: The Economist, The New Yorker e Time. No primeiro ano do segundo governo Trump, a Economist dedicou 15 das suas 51 capas ao presidente (29% do total). Antes, o máximo tinham sido 10 em 2017, primeiro ano do primeiro mandato. O cálculo considera apenas as capas destacadas no acervo acessível ao Brasil – isso porque a revista pode ter até quatro capas diferentes na semana, separadas por região do planeta. Na edição europeia da Economist, por exemplo, a imagem de Trump apareceu em oito capas, ou 15,7% do total, nível semelhante ao da New Yorker.

Em setembro, a Wired comprou espaço publicitário nas ruas de cidades das duas costas dos Estados Unidos (além de Austin, no Texas) para ampliar o alcance da capa que provavelmente foi a mais crítica de sua história. Nela, o ilustrador Phil Galloway pintou os donos das big techs jogando pôquer com Trump. Todos têm feições caninas, combinando com a presença do cãozinho Doge, da “memecoin” favorita de Elon Musk. Memecoins são criptomoedas que valorizam pela graça de negociá-las como piada, e os “cryptobros” foram grandes financiadores da campanha de Trump. Nas paredes da sala de jogo aparecem reproduções de antigas capas da revista, celebrando os sucessos de cada um dos CEOs presentes à mesa. “A tecnologia apostou tudo. E agora?”, diz a chamada da capa publicada em setembro. “Eles estão jogando com o seu futuro”, diziam os outdoors. Foram postas à venda canecas, camisetas e pôsteres com a mesma imagem. Isso às vezes acontece com outras capas da editora Condé Nast, mas raramente é anunciado com a mesma ênfase.

“Tentar inspirar o riso me parece a maneira mais eficiente para um artista visual lidar com um governo absurdamente cruel e desagradável liderado por um valentão ignorante”, diz à piauí Barry Blitt, autor da mamadeira de petróleo e de muitas outras capas memoráveis da New Yorker com caricaturas de Trump pintadas em aquarela. Sua favorita dentre as que fez mostra Trump marchando sobre o ano de 2024 a passos hitlerianos, na primeira edição do ano retrasado. O cartunista ficou feliz com os detalhes da ilustração, incluindo os gestos e a textura da aquarela (“nerdice de ilustrador”, ele diz). Em 2024, Blitt publicou quatro capas com Trump; no ano passado, foram seis comentando o novo governo, nem todas com o presidente. Uma a cada oito edições da New Yorker em 2025 teve capas de Blitt, e cartuns seus foram publicados com frequência ainda maior.

O “presimeme” Trump é um assunto inescapável e inesgotável. É o maior especialista do mundo em atrair atenção. “Trump parece ter poucas barreiras psicológicas para agir de maneiras que outros achariam vergonhosas, e parece apreciar tanto a infâmia quanto a estima”, diz à piauí o escritor W. David Marx, autor de Blank space: a cultural history of the Twenty-First Century (“Espaço em branco: uma história cultural do século XXI”, ainda não publicado no Brasil). Essa falta de vergonha, diz Marx, é uma espécie de superpoder no século XXI, “quando se tornou muito difícil atrair atenção prolongada”. Seu livro, publicado em novembro passado, argumenta que nos primeiros 25 anos deste século a cultura foi sequestrada por uma mentalidade de busca pelo sucesso financeiro a qualquer custo, sendo esse o mais alto objetivo a ser perseguido por qualquer personalidade pública. Com isso, a vergonha desaparece como elemento dissuasivo – críticas promovem a fama tanto quanto elogios.
A maior parte dos exemplos citados por Marx vem da cultura pop e das celebridades instantâneas, mas Trump aparece o tempo inteiro no livro. Se no século XX ele era um magnata cuja fortuna estava vinculada a bens muito materiais, como prédios, no século XXI ele se tornou um empreendedor da atenção. Foi agente e mentor de Paris Hilton depois que ela ascendeu à fama com um vídeo íntimo vazado, promoveu concursos de beleza e lutas de boxe e se reinventou como apresentador de reality show. Depois de ser zoado pelo então presidente Barack Obama, em 2011, por espalhar teorias da conspiração, resolveu entrar para a política visando tomar para si a cadeira do detrator.
Os mecanismos das redes sociais funcionam da mesma forma para quem quer que seja – políticos, influenciadores de moda, divas pop. Trump desde cedo percebeu isso e soube usar as plataformas a seu favor. Seu sucesso inspirou toda uma leva global de arrivistas políticos, e é por isso que, hoje, boa parte do Congresso brasileiro fala mais com telas de celular do que entre si.
Durante a campanha de 2024, Trump usou o poder do ultraje e da falta de vergonha para ganhar muito mais títulos (incluindo manchetes) na homepage do New York Times do que seu oponente (primeiro Joe Biden, depois sua sucessora, Kamala Harris). Um levantamento feito pela piauí demonstrou que, na semana em que Trump escolheu J.D. Vance como seu vice, o nome do presidenciável republicano apareceu mais de 120 vezes na home do jornal. Na semana seguinte, quando Biden passou o bastão para Kamala, o nome da nova presidenciável apareceu menos de 90 vezes.

Por mais que o discurso e as façanhas de Trump sejam violentas, preconceituosas e contraditórias, o cargo que ocupa atrai a atenção irrestrita da mídia global. Qualquer bobagem que ele diga pode ter consequências graves. Sua segunda eleição coroou a vitória da pós-verdade e inaugurou a era da pós-vergonha: ele faz o que quer, fala o que bem entende, ignora a lei e os fatos ao seu bel-prazer e age como se o mais importante fosse ocupar a todo momento o proverbial triplex em bilhões de cabeças pelo mundo.
“Trump é uma caricatura de si mesmo, seu exterior é uma representação perfeita do seu personagem”, diz Barry Blitt sobre o porquê de o presidente americano ser uma figura tão irresistível de se desenhar. “Não sei o que eu teria feito se a Kamala Harris tivesse sido eleita, porque é muito mais difícil desenhar uma pessoa de aparência normal.”
Blitt e o cartunista Pat Bagley, cujas charges são distribuídas a mais de quatrocentos jornais nos Estados Unidos e mundo afora, listam os aspectos físicos mais salientes de Trump: o comb-over (topete penteado para disfarçar a calvície), o bronzeado laranja falso, as poses exageradas e o “uniforme” nas cores da bandeira dos Estados Unidos, com uma longa gravata vermelha. Sabendo que um desenho pode inadvertidamente tornar simpático um personagem desagradável, Bagley usa elementos da linguagem da charge para embutir críticas. “Passei a pôr os balões dele saindo da bunda, porque é assim mesmo que ele fala.”
O personagem é tão inconfundível que às vezes aparece nas capas por meio de metonímias visuais. Ele pode ser representado pelo boné vermelho do MAGA, por sua gravata, seu topete, suas caretas com a boca ou sua mão pequena (quando era editor da revista britânica Spy, nos anos 1980, o então futuro editor da Vanity Fair Graydon Carter apelidou Trump de “short-fingered vulgarian”, ou homem vulgar de dedos curtos). Até com o rosto coberto por um capuz da KKK, Trump é reconhecível. A Economist fez tantas capas recentes com o presidente americano que acabou desenvolvendo uma enorme criatividade nas metonímias, ora usando a gravata, ora o boné, ora o topete.


“Eu queria não precisar fazer capas sobre o Trump”, diz o designer esloveno Tomato Košir, autor da capa do jornal Objektiv, um dos maiores da Eslovênia, com o bigode de petróleo saindo do nariz do presidente. “A frequência do impacto de Trump sobre o mundo inteiro nos deixa na obrigação de reagir.”
Nas capas europeias, observa o colecionador Frank W. Baker, Trump várias vezes tem a companhia do presidente russo Vladimir Putin. Cada tiro disparado na guerra da Ucrânia atinge os bolsos europeus, já que o continente depende fortemente do gás produzido pela Rússia. Nos Estados Unidos, Baker considera que as capas são mais amenas, o que ele atribui ao receio de possíveis represálias, inclusive judiciais. Na edição de 22 de fevereiro de 2025, a capa europeia da Economist retratou Trump com Putin (“O pior pesadelo da Europa”), enquanto a capa americana mostrava Trump sozinho (“O pretenso rei”). Nas páginas internas, a edição europeia publicou a imagem da capa americana, e vice-versa.

Um mesmo ilustrador, o cubano Edel Rodriguez, publicou uma imagem de Trump derretendo na capa da Time e brandindo a cabeça decepada da Estátua da Liberdade na alemã Der Spiegel. O Trump de Rodríguez é tão característico que ele resolve boa parte das imagens apenas com cores e formas, sem recorrer a traços mais refinados. Em 2023, quando o cerco jurídico contra Trump estava se fechando, ele pôs na capa da Time uma impressão digital na cor laranja com uma boca levemente torta aberta no centro. Dois dos entrevistados pela piauí o apontaram como um dos capistas que mais admiram.

“Na verdade, não há nada que eu não tentaria satirizar, ao menos não em teoria”, diz Blitt, da New Yorker. Ele trabalha em conjunto com sua editora, Françoise Mouly, e mostra a ela os primeiros esboços de suas ideias. Juntos, os dois decidem qual casa melhor com a publicação, e em seguida o ilustrador transforma seu rascunho em arte final. “Eu encho meus cadernos de rascunho com muitas coisas doidas, impalatáveis. Algumas podem ser refinadas e virar algo concreto. O resto, espero, ninguém verá.” Blitt diz que evita ler reações às suas capas na internet. “As pessoas se encorajam pelo anonimato das redes sociais para fazer ataques ou até ameaças.”
Na Eslovênia, Košir está habituado a lidar com reações negativas da extrema direita local. Quando vivia nos Estados Unidos, Pat Bagley recebia ameaças frequentes. Em julho, anunciou sua aposentadoria da equipe do Salt Lake City Tribune depois de 45 anos e se mudou para Portugal. Formado em ciência política, ele começou os planos de mudança tão logo constatou os primeiros sinais de fascismo em seu país. Hoje, já bem adaptado e falando algum português, diz que não pretende voltar. “Conheço casos de cidadãos americanos que ficaram detidos algumas horas ao voltar para o país por causa de coisas que postaram nas redes sociais”, diz.
No primeiro governo Trump, conta Bagley, um repórter que cobre a Casa Branca participou de um debate numa conferência de chargistas sobre as representações de Trump. Os ilustradores queriam saber dele como o presidente recebia as críticas visuais. Ouviram que ele obviamente as detestava, mas que provavelmente evitava criticá-las publicamente para não “tornar famoso” o desenhista. Já os fotógrafos, que chegam perto de Trump em seu trabalho, não têm o mesmo alívio. Evan Vucci, fotógrafo da Associated Press que capturou o instante em que Trump se reergueu após uma bala passar de raspão no seu rosto, foi banido do comitê de imprensa da Casa Branca, embora sua imagem tenha sido divulgada à exaustão pelo próprio retratado. Em outubro, Trump criticou uma capa da Time em que ele aparece fotografado de baixo para cima (“algo que geralmente sugere poder”, diz Baker), mas tão de perto que os sinais de sua idade apareciam muito claramente. Nas palavras do presidente, em suas redes sociais, foi “a pior capa da história”.
Eugênio Bucci lembra um fator elementar pelo qual Trump é onipresente nas capas de revista: ele atrai atenção do público e possibilita, em alguns casos, aumentar as vendas, que são cada vez mais escassas. A Economist usou a imagem de Trump com uma frequência inédita em 2025, e a britânica The Week, que seleciona e republica textos de outros veículos, põe o presidente na capa quase toda semana. Quando Trump tomou posse pela primeira vez, milhares de americanos que temiam pelo estado da democracia passaram a assinar jornais – fenômeno que ficou conhecido como Trump bump. No governo monotonamente normal de Joe Biden, as assinaturas voltaram a cair. Mais recentemente, neste segundo mandato de Trump, como nem todos os jornais conseguiram manter o tom combativo de outrora (caso do Washington Post), o que se viu foi um bump diferente: mais leitores passaram a assinar newsletters individuais de jornalistas, via Substack.
Provavelmente, nenhum outro presidente americano se lambuzou tanto de atenção quanto Trump. Um dos sócios-atletas da cultura de tabloides do final do século XX, ele foi um dos raros homens a figurar na capa da Playboy. “No dia em que Nelson Mandela voltou ao Soweto e os aliados da Segunda Guerra Mundial concordaram em reunificar a Alemanha, as capas de muitos jornais ‘responsáveis’ se dedicavam ao divórcio entre Donald e Ivana Trump”, observou em 1992 o repórter Carl Bernstein, metade da dupla que levou a fama de derrubar Richard Nixon com a investigação do escândalo de Watergate. (Nos 50 anos de Watergate, Bernstein e seu colega Bob Woodward disseram em entrevista que Trump é ainda pior que Nixon.)

Frank Baker evita escolher sua capa favorita, dentre as centenas e centenas que coletou nos últimos anos. “A melhor sempre será a próxima, ou a que vier depois dela”, diz. “Neste exato momento, pode ter certeza de que algum designer está preparando uma nova ideia de capa sobre Trump.”
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