vultos das artes plásticas
Ago 2023 07h00
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Em 6 de setembro ocorre a abertura da 35ª Bienal de São Paulo, a mais importante mostra de arte do país. Um dos destaques do evento será o artista visual baiano Ayrson Heráclito, que no candomblé da nação Jeje Mahi é ogã sojatin, um sacerdote encarregado de ritos realizados em torno de árvores sagradas.
Heráclito vai apresentar na bienal o trabalho Floresta de Infinitos, um ambiente imersivo de mais ou menos 150 m2, onde o visitante irá percorrer uma densa vegetação composta de 450 unidades de bambus. “Há muita coisa sendo redefinida, mas o espaço é dividido em ‘zonas de aparição’”, detalha Heráclito para Tatiane de Assis, na piauí deste mês.
Ao entrar, os visitantes acionam as projeções e as paisagens sonoras criadas pelo músico baiano Tiganá Santana, que coassina o trabalho para a bienal. Em uma das zonas de aparição serão projetadas imagens das divindades afro-indígenas da floresta, como caboclos e orixás. Em outra, surgirão “espíritos biomorfos”, plantas, animais e fluxos de água extintos ou afetados por algum desastre ambiental.
“Acredito que será uma bienal emocionante. Já participei de duas edições da Bienal de Veneza, mas nunca havia recebido o convite para participar da Bienal de São Paulo, o que me dava uma dorzinha”, diz Heráclito, de 55 anos, em tom de desabafo.
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