=igualdades
Renata Buono e Thallys Braga Abr 2023 09h57
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O brasileiro que compra um carro no Brasil hoje paga mais impostos que os consumidores de outras nacionalidades. Na frente de Itália, Espanha e Reino Unido, o país ocupa o primeiro lugar no ranking de cobrança de tributos sobre automóveis: um terço do valor de um automóvel vai para os cofres públicos. A cobrança é três vezes maior que no Japão, onde os tributos consomem 9,1% do preço ao consumidor.
Com o receio do consumidor de parcelar valores tão altos em meio à incerteza financeira provocada pela pandemia, a indústria automotiva passou a lucrar menos. Em 2011, a produção ia de vento em poupa e injetou R$ 528,5 bilhões na economia do país. Em dez anos, o faturamento caiu a R$ 299 bilhões, uma redução de 40%. O número de carros circulando pelas ruas do país vem crescendo cada vez menos. Teve um aumento 7% em 2012, 6% em 2013 e quase 5% em 2014. Em 2022, a frota não aumentou nem 0,1%.
Veja mais no =igualdades, que nesta semana ilustra a marcha a ré da indústria automobilística.