=igualdades
Amanda Gorziza, Lara Machado e Renata Buono Set 2023 10h00
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Entre 2021 e 2022, a Agência Nacional de Mineração registrou 16,9 mil operações de extração de ouro. Os processos funcionam como registros, não necessariamente como concessões de lavra. Esses registros estão associados aos dados de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), uma taxa paga pelos agentes mineradores devido ao fato de lucrarem com recursos minerais pertencentes ao país. Dos 16,9 mil registros, 1,8 mil eram operações que não tinham autorização de exploração, e 5,9 mil eram operações que extrapolaram a área de exploração permitida em outorga.
Segundo o levantamento da UFMG, dos 1.798 registros de exploração de ouro considerados ilegais, 1.691 – o equivalente a 94% – ficam no Pará. Juntas, três cidades paraenses – Itaituba, Cumaru do Norte e Novo Progresso – concentram 98% das 10,5 toneladas de ouro extraídas de forma ilegal entre 2021 e 2022.
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