=igualdades
Camille Lichotti e Renata Buono Jun 2022 14h44
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Dos 234 mil hospitalizados na rede pública por acidente de trânsito em 2021, mais da metade eram motociclistas. A maior parte deles (cerca de 75%) foi atendida em caráter de urgência, o que indica maior gravidade das ocorrências. O atendimento hospitalar desse grupo é o mais custoso para os cofres públicos.
As internações de motociclistas lesionados em acidentes no ano de 2021 custaram, ao todo, 187 milhões de reais. Esse valor é sete vezes o custo de internação dos feridos em acidentes com carros, 27 milhões.
Desde 2008, primeiro ano da série histórica disponibilizada pelo Ministério da Saúde, nunca houve tantos feridos por acidentes de trânsito no Brasil como em 2021, levando em conta todos os tipos de vias do país. O número de pessoas internadas na rede pública de saúde com lesões causadas por acidentes de trânsito bateu recorde no ano passado. Foram, em média, 642 internados por dia. Em 2011, a média diária era de 480 internações. Ou seja, em dez anos houve um aumento de 34% nas hospitalizações por acidente de trânsito. No caso dos motociclistas, o aumento foi ainda maior: 62% nos últimos dez anos.
O aumento é consequência da maior imprudência no trânsito. Durante a pandemia, o registro de infrações por não uso de capacete nas rodovias federais também bateu recorde. Os registros de infrações de infrações desse tipo estavam em queda desde 2015. Em 2019, houve um pequeno aumento. Mas no ano seguinte, em 2020, esse número aumentou 51% e atingiu o pico da série histórica. Naquele ano, a Polícia Rodoviária Federal registrou 71 mil infrações por falta de capacete – quase 24 mil a mais que no ano anterior.
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