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DA MAMADEIRA DE PIROCA AO BANHEIRO UNISSEX

Pauta de costumes foi utilizada pela campanha bolsonarista para estimular fake news
Imagem Da mamadeira de piroca ao banheiro unissex

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Depois da mamadeira de piroca, fake news bolsonarista que dominou a campanha de 2018, a chamada pauta de costumes de novo se tornou o campo fértil para disseminação de conteúdos falsos. Assuntos como aborto e “ideologia de gênero” foram abordados incessantemente pela campanha de Jair Bolsonaro, candidato à reeleição. No segundo turno, Bolsonaro afirmou que seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva defendia a implementação de banheiro unissex mas escolas. Os dois candidatos se dizem contra os banheiros unissex. Enquanto isso, quase 4 mil escolas públicas sequer têm banheiro – e o problema aumentou na pandemia, como mostrou reportagem de Luigi Mazza e Vitória Pilar. 

Pela primeira vez, pessoas trans chegaram ao Congresso. Erika Hilton (Psol-SP) e Duda Salabert (PDT-MG) receberam mais de 200 mil votos. Apesar da força que essas candidaturas representam para a diversidade, elas carregam cicatrizes da violência. Assim como o diretor de cinema Fernando Grostein Andrade que, em depoimento à piauí, relatou como cotidianamente é alvo de ataques e mensagens de ódio. A intimidação também está presente na porta de casa: uma mulher bissexual foi obrigada a tirar uma bandeira do arco-íris da varanda em edifício cujas sacadas exibem bandeira do Brasil, revelou reportagem de Felippe Aníbal.

Leia as reportagens da piauí sobre o tema:

Nem banheiro unissex, nem banheiro algum

Ameaça de morte e colete à prova de balas: a campanha da bancada trans

Há vários modos de matar um gay

Duas bandeiras, duas medidas


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