=igualdades
Lara Machado e Renata Buono Mai 2023 09h15
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A
última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), que mapeou os rendimentos dos brasileiros em 2022, mostrou o perfil das fontes de renda mais comuns do brasileiro. A volta de uma massa de trabalhadores para o mercado após a pandemia e a injeção de renda nas camadas mais pobres com o Auxílio Brasil gerou um aumento de 5,4 vezes na fatia da população que tem algum tipo de rendimento. Em 2021, 59,8% dos brasileiros tiveram algum tipo de rendimento, cerca de 127 milhões de pessoas; em 2022 foram 134 milhões, 62,6% – maior proporção da série histórica iniciada em 2012. Considerando os números brutos, o aumento é de cerca de 7 milhões de pessoas, superior à população da cidade do Rio de Janeiro, que tem 6,6 milhões de habitantes, segundo dados do Data.Rio.
O incremento foi mais significativo foi na população com rendimento recebido em trabalhos, cerca de 7,7 milhões. A população que recebe aposentadorias e pensões diminuiu cerca de 1,7 milhões e os que contam com rendimentos diversos caíram em 3,4 milhões.
Considerando os domicílios beneficiados pelo Auxílio Brasil/Bolsa Família, o aumento foi de 8,6% para 16,9%. Ao mesmo tempo, caiu, de 15,4% para 1,5%, a proporção de domicílios com algum beneficiário de outros programas sociais, o que inclui o auxílio emergencial.
Além do aumento da quantidade de pessoas que recebem rendimentos mensais no país, a média do valor ganho também aumentou em 2% – mas o novo valor, R$ 2.533, é 7,6% menor que os R$ 2.726 recorde da série, em 2014.
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