=igualdades
Amanda Gorziza e Renata Buono Nov 2021 09h58
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Em 2020, durante a pandemia, a diferença do rendimento médio domiciliar per capita do 1% melhor remunerado e dos 50% com menor rendimento caiu na comparação com 2019. Em 2020, o 1% do topo da pirâmide tinha rendimento médio mensal de R$ 15,8 mil, e os 50% com menor rendimento, R$ 453. Em 2019, a diferença era maior, R$ 17,4 mil e R$ 436.
Além disso, o índice de Gini, que varia de zero a um e mostra a concentração de renda da população, passou de 0,544 em 2019 para 0,524 em 2020. Quanto mais perto de 1 o índice, mais concentrada é a renda. Os dados mostram que a desigualdade de renda no Brasil diminuiu, mas isso é consequência, principalmente, pelo crescimento de repasses governamentais no período, como o auxílio emergencial. Em 2020, a Região Nordeste se manteve com o maior índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita (0,526), já a Região Sul apresentou o menor (0,457). Entre 2019 e 2020, a desigualdade diminuiu em todas regiões, mas principalmente no Norte e Nordeste.
Fonte: Pnad