
A expansão avassaladora do garimpo no Brasil coincide com a invasão de territórios indígenas e unidades de conservação. Segundo a análise do MapBiomas, nos três primeiros anos do governo Bolsonaro, a atividade garimpeira em terras indígenas bateu recorde – em tamanho e em expansão. De 2011 a 2021, a área de garimpo em terras indígenas sextuplicou: saltou de 3,2 mil hectares para 19,6 mil hectares.
O território Yanomami foi um dos mais afetados — e numa velocidade muito maior. No intervalo de apenas um ano, a atividade garimpeira nessa terra indígena praticamente quadruplicou. Segundo dados do MapBiomas, a área de garimpo em território yanomami era de 414 hectares em 2020 e saltou para 1.556 em 2021.
As maiores áreas de garimpo em terras indígenas estão no Pará, nos territórios Kayapó (11,5 mil hectares) e Munduruku (4,7 mil hectares), e no Amazonas e Roraima, no território Yanomami.
Os números, analisados pelo MapBiomas, são coletados por meio do método deep learning, utilizando imagens de satélite e dados de referência do CPRM (Serviço Geológico Brasileiro), da Ahk Brasilien (Câmara de Comércio e Indústria), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e do ISA (Instituto Socioambiental).
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