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MORADORES DA ZONA OESTE DO RIO ESTÃO MAIS LONGE DE SERVIÇOS DE SAÚDE QUE HABITANTES DA ZONA LESTE DE SÃO PAULO

Imagem Moradores da Zona Oeste do Rio estão mais longe de serviços de saúde que habitantes da Zona Leste de São Paulo

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O apartheid sanitário em tempos de pandemia se agrava com a maior dificuldade de acesso a serviços de saúde em alguns locais. Na periferia Oeste do Rio, 21% da população está a 30 minutos ou mais de caminhada de uma Unidade Básica de Saúde. Já na periferia Leste de São Paulo, só 1% da população passa pela mesma situação. Ou seja, moradores da Zona Oeste do Rio estão mais longe de serviços de saúde que habitantes da Zona Leste de São Paulo.

O bairro Campo Grande é o mais extenso e populoso na Zona Oeste do Rio – e também foi o que registrou o maior número de mortes pela Covid-19 na capital até 19 de abril: 1.308.

A situação na Zona Leste de São Paulo é igualmente ruim quando se fala de pandemia. O último inquérito sorológico mostra que a região concentra 26% dos casos positivos da Covid-19. Ou seja, um a cada quatro moradores já foi infectado. 

Fonte: Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), compilados pelo Pindograma


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É analista de produto digital na piauí

É designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

É editor-chefe do Pindograma, site de jornalismo de dados, e estudante de História na Universidade de Stanford.

É fundador do Pindograma, site de jornalismo de dados, e estudante de história na Universidade de Columbia, em Nova York