=igualdades
Amanda Gorziza e Renata Buono Fev 2021 10h09
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Até 27 de janeiro, o coronavírus matou 2,1 milhões de pessoas no planeta, das quais 220 mil eram brasileiras. Em termos numéricos, é como se toda a população que vive nos bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon, no Rio de Janeiro, fosse varrida do mapa. O Brasil é o segundo país com maior número de óbitos pela Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, que registraram 441.258 mortes até o dia 1º de fevereiro. A pandemia cobrou um custo alto em ambos os países, devido à cartilha anticiência seguida pelos governantes.
Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro continua minimizando a epidemia e defendendo a atuação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “O trabalho é excepcional do Pazuello, é um tremendo de um gestor”, disse Bolsonaro. Mas os números mostram o contrário.
Desde o início da pandemia, janeiro foi o terceiro mês com maior número de óbitos confirmados no Brasil – foram 29.555 mortes. Além disso, a média móvel de mortes no dia 31 de janeiro foi a mais alta desde 4 de agosto. Nos últimos sete dias, a média foi de 1.065 mortes.
Fonte: Ministério da Saúde; IBGE