=igualdades
Maria Júlia Vieira e Renata Buono Mai 2023 16h21
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Um dos efeitos da pobreza menstrual é o absenteísmo. Seja por falta de dinheiro para comprar produtos de higiene ou pela ausência da educação menstrual, diversas pessoas faltam às suas obrigações escolares ou laborais durante o período em que estão menstruadas.
No Brasil, cerca de 5,5 milhões de pessoas já faltaram ao trabalho por falta de dinheiro para comprar absorventes. Se esse número fosse uma cidade, seria a terceira maior do país, equivalente a duas vezes a população de Salvador (BA).
De acordo com o Insituto Locomotiva, no âmbito escolar, cerca de 2,9 milhões de estudantes do ensino fundamental, médio ou superior já faltaram pelo menos uma vez por não terem acesso a itens de higiene menstrual. O número equivale a uma média de 14 milhões de faltas por mulheres estudantes.
Essas ausências acentuam as desigualdades de gênero e impactam diretamente no futuro das jovens que menstruam.