=igualdades
Maria Júlia Vieira e Renata Buono Mai 2023 16h45
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Além dos prejuízos físicos, emocionais e financeiros às pessoas que menstruam, a pobreza menstrual afeta economicamente o mercado brasileiro. No Brasil, 4,3 milhões de mulheres já se ausentaram mais de uma vez do trabalho por esse motivo. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Locomotiva, estima-se que as faltas anuais pela ausência de produtos de higiene custem cerca de R$ 2,4 bilhões. Considerando 8 dias para a duração do fluxo e 6 trocas diárias de absorvente (a R$0,43/und), esse valor bancaria os custos com a menstruação para 9,5 milhões de brasileiras por um ano.
Há uma perda enorme de geração de riqueza no mundo quando pessoas que menstruam não conseguem estudar ou trabalhar. Para Victória Dezembro, fundadora do Projeto Luna, ONG focada em reduzir a pobreza menstrual, “a pobreza menstrual é uma questão de saúde pública, com grande impacto econômico e na garantia de direitos humanos. Para se ter noção do tamanho do problema, em todo o mundo, todos os dias, mais de 800 milhões de pessoas estão menstruando. No mínimo, 500 milhões dessas pessoas vivem em pobreza menstrual”.