=igualdades
Luigi Mazza, Renata Buono e Thallys Braga Jul 2022 09h00
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Em 2021, tanto Rio de Janeiro quanto São Paulo viram a pobreza aumentar de forma mais aguda nas periferias do que nas capitais. O contraste no Rio foi notável: a proporção de pobres na capital cresceu menos do que 1 ponto percentual, ao passo que na região metropolitana de Duque de Caxias o aumento foi de 7 pontos percentuais.
Os 5% mais pobres do Brasil foram os que mais perderam renda em 2021 na comparação com 2020, proporcionalmente. De um patamar de R$ 59 de renda média mensal domiciliar per capita, caíram para R$ 39 – uma oscilação de 34%. Os mais ricos só perderam 6% da renda, passando de R$ 17 mil para R$ 15,9 mil. Com isso, o abismo da desigualdade se alargou. Em 2020, um brasileiro dos 5% mais pobres precisaria de 24 anos para obter a renda que um brasileiro dos 1% mais ricos obtinha por mês (R$ 17 mil). Em 2021, essa distância aumentou para 34 anos.
Veja mais no =igualdades desta semana, que ilustrou a instabilidade vivida pelos brasileiros pobres.