=igualdades
Lara Machado e Renata Buono Jun 2023 10h00
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Entre outubro de 2022 e março de 2023, o país perdeu cerca de 214 mil empregadores. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e também apontam que o número de pessoas que oferecem empregos vinha crescendo desde julho de 2021, quando havia 3,6 milhões de empregadores. Em outubro de 2022 houve um pico: cerca de 4,3 milhões de empregadores estavam em atividade no Brasil. Desde então, o número vem caindo. Em março de 2023 eram 4,1 milhões, uma queda de cerca de 214 mil empregadores.
Os dados da Serasa Experian ilustram outro nível da crise das empresas brasileiras. Nos primeiros 4 meses de 2023, o número de requerimentos de falências e recuperações judiciais aumentou 36% com relação ao mesmo período de 2022. Do total de requerimentos, o tipo que apresentou maior alta foram os pedidos de recuperação judicial de grandes empresas – 58%. Com relação à variação de recuperações judiciais concedidas, as grandes empresas tiveram um aumento de quase 80% e o setor comercial foi o mais afetado – cerca de 102% em um ano.
Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o comércio está em descompasso com os outros grupamentos de atividades econômicas: o comércio teve perda de 1.325 postos, enquanto todas as outras áreas tiveram saldo positivo – área de serviços rendeu 164 mil postos novos; construção, 22 mil postos; indústria geral 40 mil; agropecuária gerou 16.284 postos.
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