américa latina

POR QUE O CHILE REJEITOU A NOVA CONSTITUIÇÃO

E como essa derrota histórica afetou o governo de Gabriel Boric
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Oplebiscito sobre a proposta de nova Constituição no Chile, realizado no dia 4 de setembro passado, foi uma derrota histórica para a esquerda e o governo de Gabriel Boric.  Quase 62% dos eleitores rejeitaram a proposta, concebida para enterrar a Carta de 1980, herdada da ditadura do general Augusto Pinochet, que ficou à frente do país por dezessete anos, de 1973 a 1990. O repórter Fernando de Barros e Silva foi a Santiago, acompanhou a votação e conta, na edição de outubro da piauí, o que viue ouviu.

Diante do resultado, o governo não demorou a deslanchar uma reforma ministerial. Fez seis trocas no primeiro escalão do governo. “O horizonte do país se reduz muito a partir de agora. O caminho do governo será difícil, dificílimo”, diz Daniel Mondaca, professor de direito constitucional da Universidade de Valparaíso.“Teremos provavelmente muita instabilidade política pela frente.”

A Convenção Constitucional, que foi eleita em maio do ano passado, tinha ampla maioria de progressistas e composição paritária – 50% de mulheres e 50% de homens –, além de 11% das 155 cadeiras reservadas a representantes dos povos originários. A proposta que resultou dessa Convenção Constitucional era bastante progressista, mas as fake news de direita ganharam tração: diziam que o Chile ia mudar de nome, que o hino e a bandeira nacional seriam extintos, que os povos indígenas tomariam o poder, que o Estado iria se apropriar das casas das pessoas. Mas essa não foi a única razão da derrota.

Os assinantes da piauí podem ler a íntegra da reportagem aqui.


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