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UM VETERINÁRIO ASSASSINADO NA FAIXA DE GAZA

Aos 30 anos, ele trabalhava no único abrigo para animais da região
Imagem Um veterinário assassinado na Faixa de Gaza

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Em 10 de outubro de 2025, sexta-feira, Mu’ath Abu Rukbeh decidiu voltar ao que restara de sua casa em Jabalia, na Faixa de Gaza. A cidade havia sido bombardeada dois meses antes pelo Estado de Israel. Com a assinatura de mais um acordo de cessar-fogo entre os israelenses e o Hamas – agora sob a bênção do presidente americano Donald Trump –, o rapaz de 30 anos acreditava ter um mínimo de segurança para resgatar alguns itens pessoais.

Ele deixou a cidade de Deir al-Balah, onde estava vivendo, e pedalou por 20 km até se aproximar de sua residência. Foi, então, alvejado durante um ataque aéreo, conta o repórter Roberto Kaz na edição deste mês da piauí. O paradeiro de Rukbeh ficou desconhecido por nove dias, devido à impossibilidade de civis alcançarem o local, que continuava ocupado por tanques de guerra.

Parentes e amigos começaram a publicar fotos do rapaz nas redes sociais, na esperança de receber alguma notícia, que acabou chegando sob a forma de uma ligação para seu irmão, Abdelrahman Abo.

Na chamada, um homem dizia ter coberto Rukbeh com um pedaço de papelão, depois de vê-lo ser atingido. Abo se dirigiu ao ponto indicado pelo informante, onde encontrou apenas a mochila e o boné do irmão, ambos com estilhaços. O corpo já não estava lá nem foi localizado depois.

Rukbeh tinha um ofício que fez o caso alcançar repercussão internacional: era veterinário. Ele zelava por aqueles que não conseguem se cuidar num cenário de completa degradação.

“A luta [de Rukbeh] era pela vida de cada ave machucada, de cada animal faminto e abandonado, de cada cachorro aterrorizado pelo caos da guerra”, noticiou a PBI Story, página de notícias no Facebook com sede em Ramallah, capital administrativa da Autoridade Palestina. “Ele virou um símbolo de compaixão num local sufocado pela crueldade.” Nos últimos tempos, o veterinário trabalhava no único abrigo para animais da Faixa de Gaza, o Sulala Animal Rescue.

Assinantes da revista podem ler a íntegra do texto neste link.


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