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Jean-Jacques Sempé Nov 2010 14h33
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Na França, onde nasceu e vive há 75 anos, e tem mais de cinqüenta livros publicados, Jean-Jacques Sempé só não é uma instituição nacional porque seu trabalho não tem nada de ambicioso, ou de grave, ou de grandiloqüente. Ele busca mais o sorriso do que a gargalhada. Mais a observação carinhosa do que a crítica. E, definitivamente, mais a graça do que a denúncia.
Sempé começou a carreira nos anos 50, na imprensa regional e em revistas de pouca circulação, e se tornou popular com as ilustrações dos livros da série O Pequeno Nicolau, escritos por René Goscinny, um dos criadores de Asterix. Com A Ascensão Social do Senhor Lambert, foi um dos precursores do romance gráfico. Mas é nos cartuns que a sua criatividade parece não ter fim. Ele fez dezenas de milhares deles, e praticamente todos são imediatamente reconhecíveis, na forma, pela pena e cores leves – e, no conteúdo, pela precisão dos comentários sobre costumes e sociedade. Ainda que se refiram sobretudo à França, os comentários gráficos de Sempé muitas vezes têm um alcance maior: quem os vê fica alegre.