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QUE PAÍS FOI ESTE?

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A pilhéria é de Millôr Fernandes: quando Henfil nasceu, dona Maria o olhou durante muito tempo e declarou aos jornais: “Não é nada disso.” Mas era aquilo mesmo. O que estaria fazendo hoje o inquieto Henrique de Souza Filho?

Se em pleno gozo de suas faculdades físicas e mentais, quase setentão, Henfil provavelmente estaria mirando todas as artes, atirando em todas as direções, testando as mídias disponíveis, quem sabe frequentando as páginas da piauí ou confinado a um site na internet onde também pudesse dar vazão a seu humor malicioso, anárquico, raivoso, grotesco – e politicamente incorreto pelos padrões de hoje.

Infelizmente, não podemos senão imaginar o tratamento que suas charges, seus cartuns e quadrinhos teriam dado à eleição direta para presidente no Brasil (pela qual tanto lutou), à Guerra do Golfo, à invasão do Iraque e demais desatinos cometidos pelos dois Bush, ao desgoverno Collor, à queda do Muro de Berlim, à ascensão de Lula e Obama à Presidência, à histeria em torno do bug do milênio, à montante evangélica, à praga do celular, ao processo do mensalão, ao desperdício de dinheiro público para atender ao “padrão Fifa”, à instalação das UPPs nas favelas cariocas, ao estrago causado pelos vazamentos do WikiLeaks, aos protestos de rua dos últimos meses – eventos, fenômenos e epifenômenos que ele, morto há 25 anos, não pôde acompanhar, celebrar ou escrachar.

Que novos personagens teria criado? E quais dos antigos teria abandonado? Os Fradinhos? A Graúna? O Tamanduá? Desconfio que ele, só de molecagem, teria rebatizado O Preto que Ri de O Afrodescendente que Ri e arrumado outro tipo de paranoico para pôr no lugar do Ubaldo – um petista com vergonha do partido que ajudara a fundar, por exemplo. Mas não dá para imaginá-lo preocupado em arrumar outro nome para sua editora, a Codecri, acrônimo de Comando de Defesa do Crioléu.

Santa Efigênia, o bairro de Belo Horizonte em que Henriquinho passou a infância, era cercado de hospitais e asilos, tinha uma agência funerária, duas favelas, um matadouro e a Santa Casa da Misericórdia, onde boa parte dos migrantes pobres e mofinos do Nordeste a caminho do Rio e São Paulo fazia baldeação para o além. Tinha ainda a Faculdade de Medicina e um rio que era a cloaca da cidade. Na primeira, Henriquinho brincava de espiar cadáveres sendo dissecados; no segundo, de espiar os urubus refestelando-se no lixo.

Não houve jeito de o terceiro filho homem de Maria da Conceição Figueiredo Souza e Henrique José de Souza, nascido em Ribeirão das Neves, na periferia da capital mineira, encarar o mundo de forma cândida, otimista e edificante. Até porque, em casa, a barra também sempre foi pesada. José Maria, o primogênito da família, sangrou até morrer, com apenas 2 anos e 2 meses, vítima de hemofilia, doença genética que não poupou nenhum dos filhos homens de dona Maria e seu Henrique: Herbert José, Betinho, nascido em 1935, Henriquinho (nove anos mais novo) e Francisco Mário, o caçula da família. Todos morreram por contrair Aids em transfusões de sangue contaminado.

Católica fervorosa, dona Maria impôs à filharada rígidos preceitos cristãos, que, se desrespeitados, os condenariam no mínimo a mofar no Purgatório. E o humor de Henfil foi atravessado por superstições de fundo religioso, pelo fantasma do Céu e do Inferno e por tentações pecaminosas.

Religiosidade à parte, dona Maria foi uma espécie de “Mãe Coragem” mineira. Ou uma Rose Kennedy das Gerais, para usar a comparação feita pelo próprio Henfil no longo depoimento que deu ao amigo e parceiro Tárik de Souza, para um livrinho, Como se Faz Humor Político, editado em 1984 pela Vozes e há muito esgotado. A exemplo da matriarca dos Kennedy, dona Maria parecia viver exclusivamente para cuidar dos filhos. Ensinou-os a serem sempre solidários com o próximo. Rose Kennedy enterrou quatro filhos, dona Maria não ficou atrás.

Henfil se resguardava ao máximo para não se machucar nas brincadeiras com outras crianças. Só estudava o estritamente necessário para passar de ano e nunca esboçou interesse em investir seu talento para desenho numa carreira produtiva: arquiteto, designer, ilustrador publicitário, algo por aí. Seu negócio era rabiscar calunguinhas, imitar os inocentes quadrinhos de Mort Walker (Recruta Zero) e Walt Disney. Havia ali uma vocação, que só o irmão mais velho percebeu.

Betinho foi seu guia – espiritual, cultural e ideológico. Foi quem o atraiu para o cineclubismo, no pioneiro Centro de Estudos Cinematográficos (CEC) de Belo Horizonte, e para a política estudantil, levando-o a encontros promovidos pela JEC (Juventude Estudantil Católica), em cujo periódico, o jornal Resmungo, ele publicou seu primeiro cartum. Tinha 17 anos.

Meses depois, também pelas mãos do irmão, estreou como revisor da revista Alterosa, que então iniciava nova fase, sob o comando do futuro romancista Roberto Drummond. Impressionado com as garatujas obscenas que o imberbe (e displicente) revisor fazia para divertir o pessoal da oficina, Drummond o surpreendeu com uma proposta: produzir cartuns para a revista por um salário dez vezes maior.

E assim nasceu Souza. Ou melhor, quase nasceu. Drummond vetou o insípido nom de plume e sugeriu juntar o Henrique com o Filho – e nunca mais Henriquinho deixou de ser Henfil.

Àquela altura, o irmão do Betinho seguia influências mais sofisticadas, notadamente do humorista francês Jean Maurice Bosc. Drummond encomendou-lhe algo original. Henfil veio com algo originalíssimo: uma dupla de monges, só na aparência (ou na dicotomia) afinada com O Gordo e o Magro, Abbott & Costello e Tom & Jerry. Um alto, o “Cumprido”, fisicamente inspirado em seu amigo, o jornalista mineiro Humberto Pereira, que na época fazia noviciado na ordem dos dominicanos; outro baixo, o “Baixinho”, meio clone do frade Carlos Alberto Ratton, e do próprio Henfil. Contrastavam em quase tudo. O Cumprido era reprimido, conservador, místico, piegas, altruísta; o Baixinho, moleque full time, bagunceiro, insolente, blasfemo, sádico, obsceno.

Nessa época, Henfil convivia muito com os frades dominicanos, fundamentais para sua libertação da religião do terror, do medo ao demônio, do fogo dos infernos, da culpa permanente. Por meio deles descobriu uma religião alegre, não fetichista, que era tolerante com quem dizia nome feio. O que me leva a suspeitar que o Baixinho seja um dominicano mais puro, mais autêntico que seu longilíneo comparsa.

Os fradinhos estrearam em julho de 1964, mas logo, por pressão da ditadura, a Alterosa fechou as portas. Henfil perdeu o emprego, e o Cumprido e o Baixinho foram se hospedar temporariamente nas páginas do Diário de Minas. Àquela altura, já circulava em Belo Horizonte a edição local do Jornal dos Sports e nela Henfil criou dois mascotes para as torcidas de maior rivalidade no futebol do estado: o Urubu (representando a do Atlético Mineiro) e o Refrigerado (representando a do Cruzeiro). O sucesso foi de tal ordem que o diretor do JS no Rio, Joffre Rodrigues, filho do dramaturgo e cronista esportivo Nelson Rodrigues, convidou o cartunista para repetir a dose com as torcidas cariocas. Henfil mudou-se para o que em breve chamaria, ironicamente, de “Sul Maravilha”.

Nos anos 40, o caricaturista argentino Lorenzo Mollas havia criado tipos simbólicos para os times de futebol do Rio: um navegante português representava o Vasco; um cartola, o Fluminense; o irascível Pato Donald, o Botafogo; por sua camisa vermelha, o América tinha no diabo a sua mais coerente representação. Revistos por Henfil, os flamenguistas herdaram o urubu dos atleticanos, os tricolores trocaram o cartola pelo Pó de Arroz e os vascaínos, o navegante pelo bacalhau. Por sua implicância com os botafoguenses, para ele uns chatos, inventou-lhes o Cri-Cri. Dada a cada vez mais minguante torcida americana, trocou seu diabo por um Gato Pingado.

Quanto aos fradinhos, em sua busca por um veículo de maior projeção para eles que o reencarnado diário O Paiz, Henfil sondou o próspero mercado paulistano, mas nem Estado de S. Paulo nem a Editora Abril se interessaram pela dupla. A investida carioca (Manchete, Fatos & Fotos, Jornal do Brasil) também resultou infrutífera.

Foi melhor assim, admitiria Henfil. “Tinha realmente de pegar um lugar novo, onde pudesse implantar um esquema novo.” O lugar novo apareceu em junho de 1969: o semanário alternativo O Pasquim.

Quando debutaram no quarto número do Pasquim, em julho de 1969, os dois fradinhos ainda não tinham nome. Mas o Baixinho (ou Baixim, no linguajar infanto-mineiro-rosiano celebrizado por Henfil) já implicava e anarquizava com a formalidade, a caretice e a santimônia do Cumprido. Só o abraçava se estivesse com alguma doença contagiosa ou para tirar-lhe as calças.

Na segunda ou terceira aparição da dupla no jornal, Baixim, irritado com a chatice do companheiro, xingou-o de “bicha”. Foi a primeira aparição do mais popular sinônimo de homossexual no Pasquim, de imediato adotado pelo resto da redação. Outra sacada atrevida de Henfil, a interjeição gestual “Top! Top! Top!”, sinônimo de “foda-se”, também surgiu, não da boca, mas das mãos do Baixim – as mesmas que na capa do número 35 do Pasquim empunhariam um alicate para castrar Sig, o mascote do jornal criado por Jaguar. Interjeições verbais como “Putisgrila!” e “Tutameia!” (que em Guimarães Rosa tinha outro significado) igualmente nasceram e se consagraram nas peripécias dos fradinhos, sempre proferidas pelo tampinha indômito.

Abusado e incontrolável. Seu criador traçou-lhe um rumo, ele seguiu outro. “Às vezes ele me assusta”, confessou Henfil. “Toda vez que eu tentei dirigir e controlar o Baixim, ele perdeu a graça e o humor.” Adorado pela direita e pela esquerda, com a mesma intensidade embora por motivos diferentes, ele exorcizava os preconceitos, os temores, os tabus e as repressões da classe média e o incubado moralismo do próprio Henfil. Um dia, o criador matou as criaturas e levou-as para o Céu. Não deu certo. Baixim desrespeitou o protocolo local, esculachou com os anjos, e acabou despachado, com seu parceiro, para o Inferno, que até lhe parecia promissor, mas também resultou decepcionante, comercializado ao extremo. Nem o Diabo suportou sua perniciosa presença.

Os fradinhos, que nessa época já estrelavam uma revista (Fradim), editada pela Codecri, tinham tudo para ser o “abre-te sésamo” de Henfil no mercado editorial americano, cujas promessas foi testar in loco, em outubro de 1973, quando se mudou para Nova York para fugir da repressão do governo Médici e buscar tratamentos mais avançados para a hemofilia. Dos encontros que tivemos para discutir a tradução dos balõezinhos de The Mad Monks (qualquer semelhança com Rasputin é mera coincidência) para o inglês, a lembrança mais forte que ficou foi a de um joelho inchado de Henfil, intumescido por uma pequena hemorragia.

Nos seus quase dois anos de Manhattan conviveu com Ivan Fernandes, filho de Millôr, que lá estudava, e com o correspondente do Pasquim em Nova York, Paulo Francis. Por algum tempo, em meados de 1974, quando passei uma temporada na Califórnia, falávamos com bastante frequência ao telefone. Com seu inglês aprendido no tapa assistindo a programas e comerciais de tevê, sempre me saudava com bordões publicitários em voga na época: “Hi! This is your car dealer! No fee guarantee!” Dedicava seu tempo a desenhar cartuns para uma cadeia de jornais americanos e tentando emplacar os mad monks no maior número de veículos possível. Resistentes a seu humor mórbido e escatológico, os gringos rejeitaram os fradinhos e Henfil, por sua vez refratário à exploração comercial de seus personagens, tomou o avião de volta. Passado um ano no Rio, mudou-se para Natal, Rio Grande do Norte, onde seu wishful thinking vislumbrara o antípoda perfeito das metrópoles homogeneizadas pela televisão e pelo consumismo. Outra vantagem de Natal: deixá-lo mais próximo do hábitat da Turma da Caatinga.

Zeferino, Bode Orelana, a ave Graúna e a onça Glorinha. Essa era a turma; no começo, ainda nas páginas do Caderno B do Jornal do Brasil, sem a Glorinha, a Onça Anarquista. Num árido cenário de Glauber Rocha – solo crestado pelo sol inclemente, vez por outra adornado por um cacto solitário e o resto de uma ossada – Henfil montou um cordel gráfico astuciosamente subversivo sobre as mazelas do Brasil: a indústria da seca, a desigualdade social, o mandonismo latifundiário, o fundo falso do milagre econômico patrocinado pela ditadura, a censura, a opressão masculina, o crescimento parasitário do Sul Maravilha, e o que mais se prestasse à sátira, à paródia, à alegoria.

O cangaceiro bonachão Zeferino Ribamar das Mercês, lançado em 1º de abril de 1969 como mascote da cobertura da Copa do Mundo de 1970 pelo Jornal dos Sports e em seguida incorporado pela revista Placar, introduziu a série, cuja popularidade excederia a dos fradinhos. Moldado na figura coronelesca do pai do humorista, que chegou a ser prefeito de Bocaiúva, no interior de Minas, durante o Estado Novo, Zeferino fazia o gênero valentão nordestino, beberrão e machista, a cujos rompantes a libido da masoquista Graúna não opunha resistência.

Com nome de aventureiro espanhol, Orelana, nascido Francisco de Orelana, era uma caricatura do intelectual de gabinete que Henfil não se cansava de ironizar. A cultura do bode vinha toda dos livros e jornais que devorava, literalmente. Bizarro cabrão encimado por um chapéu-coco, seu modelo físico foi o cantador erudito baiano Elomar. Tinha chiliques ideológicos quando via a Graúna ter orgasmos sob as botinas (ou seriam alpercatas?) de Zeferino. Esforçou-se para abrir-lhe a consciência, alertá-la para os direitos da mulher, tudo em vão.

Oscilando entre a submissão e a rebeldia, a passividade e o ativismo, a Graúna acabou engolindo o resto do elenco. Um prodígio de design (seu corpo era pouco mais que um ponto de exclamação!), nenhum outro personagem de Henfil a superou em argúcia, empatia e popularidade. Apesar de analfabeta, sabia de coisas que só o presunçoso Orelana julgava saber.

No mesmo período, Henfil lançou no Pasquim sua mais polêmica criação, o Cabôco Mamadô. Misto de exu e babalorixá, ele comandava o Cemitério dos Mortos-Vivos, onde só enterrava pessoas que a imprevidência divina ainda mantinha vivas. Foi a maneira engenhosa que Henfil encontrou para ajustar contas com vários desafetos, sem criar problemas com a censura. Impedido de confrontar diretamente os donos do poder, concentrou sua ira naqueles que de algum modo, a seu ver, serviam ou haviam servido à ditadura, fosse como áulico, colaboracionista ou inocente útil.

Mamadô não operava sozinho. Antes de enterrar seus mortos-vivos, entregava-os à sanha do Tamanduá, “a besta do apocalipse que assola nosso torrão”, que em vez de formigas alimentava-se de cérebros humanos, chupando-os implacavelmente: “Xuip!” O cantor Wilson Simonal, bête noire do Pasquim desde que fora acusado de dedurar colegas à polícia, inaugurou a pândega mortualha, em novembro de 1971, e logo recebeu a companhia do pensador católico de direita Gustavo Corção, do animador de tevê Flávio Cavalcanti, de Nelson Rodrigues, Pelé, Adolfo Bloch, Amaral Neto, da dupla de compositores Dom & Ravel e uma infinidade de celebridades também sugeridas pelos leitores do Pasquim. Até Roberto Carlos, Elis Regina e Marilia Pêra ganharam sepulturas na necrópole do Cabôco Mamadô.

Elis, enterrada por ter cantado o Hino Nacional na Olimpíada do Exército de 1972, não engoliu o ultraje. Fora pressionada pelos militares, acusou os humoristas de se arvorarem em guardiães da moral pública e privada, defendeu o direito dos artistas a fazer concessões – e Mamadô providenciou-lhe nova sepultura. Depois, Henfil reconheceu afinal ter sido injusto com a cantora. Assinado o armistício, tornaram-se grandes amigos e, por uns tempos, namorados. Além de cúmplices musicais: em 1979, Elis transformou em sucesso nacional O Bêbado e o Equilibrista, o involuntário hino da Anistia composto por João Bosco e Aldir Blanc, em cuja letra o “irmão do Henfil”, o cientista social Herbert de Souza, exilado pela ditadura, era citado.

A Patrulha Odara, contraponto às patrulhas ideológicas, foi outra quizumba armada pelo humorista com a classe artística, envolvendo, dessa vez, Caetano Veloso e sua professada abstinência política. Para Henfil, “ficar odara” naqueles tempos trevosos era passar recibo para o regime, lavar as mãos diante de suas atrocidades. Por coincidência, foi em sincronia com o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, nos porões do DOI-Codi paulistano, que Henfil, influenciado por Tárik de Souza, deu forma a um de seus personagens mais expressivos – e, sem dúvida, o mais afinado com o clima de medo e suspeição imposto pelo regime militar: Ubaldo, o Paranoico.

Numa de suas periódicas transfusões de sangue, Henfil contraiu o vírus da Aids. Morreu em 4 de janeiro de 1988, a um mês de seu 44º aniversário e a 22 meses das eleições diretas, que afinal vieram. Morreu sem nunca ter participado de uma eleição presidencial. Talvez seja dispensável acrescentar que ele teria votado em Lula, seu amigo e correligionário. Henfil foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores; mas esse feito pouco acrescenta à sua biografia. O Henfil a ser sempre lembrado e celebrado é o extraordinário humorista – o mais singular, brilhante, rebelde e engajado de sua geração.


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Henfil (1944–1988), cartunista, jornalista e escritor.

Jornalista carioca que integrou O Pasquim, é colunista de O Estado de S. Paulo. Publicou, entre outros, Este Mundo é um Pandeiro (Companhia das Letras)