=igualdades
Renata Buono e Thallys Braga Fev 2022 06h00
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Entre julho e setembro de 2021, o Brasil tinha 49,3 milhões de jovens de 15 a 29 anos. No mesmo período, 11,7 milhões não trabalhavam nem estudavam — o equivalente a 24% da juventude do país. São moças e rapazes em idade de formação, que poderiam estar desenvolvendo ou utilizando as suas habilidades, mas ficaram de braços cruzados. Essa falta absoluta de ocupação na juventude, fase que marca o início da trajetória profissional, pode causar o que pesquisadores chamam de “efeito-cicatriz”. Os jovens podem ficar marcados a longo prazo pela baixa instrução e pela pouca ou nenhuma experiência profissional. No futuro, terão mais dificuldade de ascender socialmente, como explica o pesquisador da FGV Marcelo Neri.
Parte da falta de trabalho e estudo para os jovens se deve, em parte, aos riscos apresentados pela Covid. Nos primeiros meses de crise sanitária, 30% dos jovens desalentados, aqueles que não têm emprego e não procuram oportunidades, citaram o isolamento social como motivo para desistirem de conseguir colocação no mercado de trabalho.
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Fonte: Compilação do iDados a partir de dados do IBGE/PNAD Contínua.