=igualdades
Luigi Mazza, Marcos Amorozo e Renata Buono Nov 2020 19h05
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Faxineiras, empregadas e profissionais do serviço doméstico foram alguns dos primeiros a serem dispensados quando a pandemia chegou ao Brasil. O contingente de trabalhadores dessa área diminuiu drasticamente desde então: de março a agosto, o número de brasileiros que trabalham com serviços domésticos diminuiu em 1,4 milhão. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua trimestral, do IBGE.
A crise atingiu tanto os empregos informais quanto os formais. Desde março, o Brasil fechou 897 mil vagas de trabalho com carteira assinada. Esse é o saldo das 8,4 milhões de demissões e as 7,5 milhões de admissões que ocorreram nesses sete meses.
Alguns estados foram mais impactados do que outros. A situação pesou para o lado do Rio de Janeiro, sobretudo. O estado fechou 173 mil vagas de emprego desde março. Proporcionalmente, foram 996 postos de trabalho fechados por 100 mil habitantes. É a maior taxa dentre todos os estados brasileiros. Minas Gerais perdeu 315 vagas de emprego por 100 mil habitantes – ou seja, os fluminenses perderam o triplo de empregos que os mineiros.
Fontes: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged); IBGE.