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THOMAS KISTNER E A AUTONOMIA JURÍDICA DO ESPORTE

Imagem Thomas Kistner e a autonomia jurídica do esporte

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Thomas Kistner abriu o Festival Piauí GloboNews de Jornalismo 2016. Fernando de Barros e Silva, editor da piauí, e Juca Kfouri mediaram a conversa. Kistner é jornalista do diário alemão Süddeutsche Zeitung. Há cerca de vinte anos, apura e revela histórias sobre os interesses econômicos e políticos que financiam e alimentam o mundo do futebol. No repertório das suas reportagens, corrupção, tráfico de influência e doping.

No festival, Kistner salientou que o esporte é a única parte da sociedade que ainda desfruta de autonomia do Estado. “Não existe uma autoridade jurídica que é capaz de intervir quando surge uma denúncia. Só quando há um caso muito escandaloso de corrupção”. Isso abriu precedentes para a FIFA criar suas próprias regras: “Quando há uma Copa do Mundo – e isso aconteceu no Brasil – a lei é a da FIFA. Há isenção de impostos, a possibilidade de trazer todo o material sem verificação da alfândega, só é permitida a venda de produtos oficiais perto dos estádios.” E completou: “Na FIFA, as pessoas se tratam como uma família. O Joseph Blatter costuma dizer: ‘Não precisamos de tribunais, a gente resolve nossos problemas internamente’. É uma frase que poderia ser dita por Don Corleone”.

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A íntegra da conversa


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