vultos da Copa
Jul 2018 23h12
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“Pênalti é uma coisa tão importante que quem devia bater é o presidente do clube”, já dizia o roupeiro, massagista e filósofo involuntário do futebol Neném Prancha. Que o digam Messi, Cristiano Ronaldo e Modric, que erraram cobranças nesta Copa, e Platini, Maradona e Baggio, que perderam em outras.
Na Rússia, espanhóis, dinamarqueses e colombianos foram eliminados nos pênaltis. O craque corintiano Rivelino, sempre que podia, fugia deles. E até mesmo Zico, ídolo do Flamengo, ex-camisa 10 da seleção, teve a sua carreira marcada por um pênalti perdido.
O meia-armador da seleção em três mundiais fala da cobrança que perdeu em 86 contra a França, no jogo que acabou eliminando o Brasil daquela Copa. E explica porque, contrariando Neném Prancha, um ídolo não pode se esconder nessas horas.
Até o fim da Copa, a piauí vai publicar trechos – alguns deles inéditos – de depoimentos de jogadores das principais seleções brasileiras em Copas do Mundo, como as de 58, 62 e 70. É como se eles estivessem comentando a Copa da Rússia. As gravações foram feitas para a série Futebol, de João Moreira Salles e Arthur Fontes, exibida em maio de 1998 no canal GNT. A direção de fotografia é de Walter Carvalho.Vídeos da série “Diz aí, mestre”:– Tostão explica a diferença entre um gênio e um bom jogador;– Joel, Didi e Bellini relatam a hora da arrancada para o primeiro título mundial do Brasil, em 58;– Dadá Maravilha e Zizinho relembram as manhas para infernizar a vida dos oponentes numa Copa;– Bellini, Zizinho, Telê Santana e Nilton Santos medem a pressão sobre o jogador do Brasil em um Mundial;– Didi ensina a arte do meia-armador, aquele que Tite não tem;– Flávio Costa, técnico da seleção de 50, e Telê Santana, de 82 e 86, explicam o papel do treinador dentro e fora de um Mundial;– Nilton Santos, Tostão e Telê Santana investigam a relação de amor e ódio do brasileiro com a seleção;– Barbosa lembra o quanto custa o erro de um goleiro numa Copa do Mundo;– Nilton Santos e Zezé Moreira lembram da desolação de deixar uma Copa no meio do caminho – como para os times que já caíram na Rússia;– Zizinho e Ademir da Guia falam da dor de deixar os gramados e das artimanhas do craque para adiar o fim da carreira;– Bellini relata como recebeu a braçadeira de capitão em 58;– Os craques Nilton Santos e Didi contam como driblavam o medo.
Ficha técnica da série “Diz aí, mestre”
Reportagem: Christian Carvalho CruzEdição e montagem: Camila ZarurEdição de imagem: Paula CardosoLocução: Luigi MazzaImagens: Folhapress e Getty ImagesCoordenação: José Roberto de Toledo e Vitor Hugo BrandaliseAgradecimentos: VideoFilmes, Museu do Futebol e Museu da Pelada