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Templo da confusão

Os enroscos em torno de um prédio da maçonaria carioca

Danilo Marques | Edição 223, Abril 2025

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O Centro do Rio de Janeiro é de uma riqueza arquitetônica ímpar, com notáveis construções históricas que demonstram as mudanças na arquitetura brasileira ao longo dos séculos – do período colonial ao moderno, passando pelo barroco, o neoclássico, o eclético e o art déco. Agora, em pleno século XXI, a região deve ganhar um templo maçônico de estilo bastante heterodoxo, que mistura colunas clássicas, vidraças pós-modernas e um grande Olho da Providência – que representa Deus – vigiando a Avenida Presidente Vargas, onde será construído.

As obras da nova sede da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro (GLMERJ), porém, estão paralisadas desde fevereiro de 2024. Não por questão de gosto e anacronismo, mas porque uma vistoria da Defesa Civil constatou irregularidades na construção. Escoras metálicas abaixo da laje estavam tortas, e havia risco de desabamento. Apesar do contratempo, o grão-mestre José Ricardo Salgueiro de Castro segue confiante. “Sabe que eu nem sei mais o porquê do embargo?”, ele diz. “Acho que colocaram muito concreto na laje.”

No saguão da atual sede da maçonaria carioca, na Tijuca, seguem em exposição maquetes e projetos renderizados em 3D da futura Grande Loja. Anúncios ressaltam sua localização: fica a poucos minutos da Rodoviária do Rio de Janeiro, do Aeroporto Santos Dumont e da estação de metrô Praça Onze. Fica também próxima de duas edificações tombadas pelo Iphan, como o Hospital Escola São Francisco de Assis (projeto do arquiteto Heitor Rademaker Grünewald, construído na década de 1870) e o Sambódromo (projeto de Oscar Niemeyer, inaugurado em 1984).

 

 

O terreno de 1,6 mil m² onde será erguido o templo já pertenceu ao município. Dois órgãos públicos tentaram ocupá-lo, sem sucesso. O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ), cuja sede é na vizinhança, ambicionava erguer lá um anexo para abrigar parte de seu acervo. A então diretora da instituição, Beatriz Kushnir, reivindicou a área, mas quem ganhou a disputa foi o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que pretendia construir uma nova sede no Centro, com dezesseis pavimentos. Três andares de subsolo chegaram a ser escavados para a garagem, mas o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acabou não autorizando um edifício tão alto em meio a prédios tombados.

O desembargador Luiz Zveiter, presidente do TRE-RJ na época, acabou devolvendo o lote à cidade e instalou o tribunal em outro prédio do Centro – cedido não pelo município, mas pelo estado.

Kushnir celebrou a desistência do TRE-RJ. “Daí meu olho cresceu novamente”, diz ela. Mas não houve tempo para fazer as ingerências necessárias: em 2018 o prefeito Marcelo Crivella colocou o lote à venda, por meio de licitação.

 

Dois anos depois, a Grande Loja Maçônica arrematou o terreno por 8 milhões de reais, ou seja, 5 mil reais o metro quadrado (segundo a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário, o preço do metro quadrado na Avenida Presidente Vargas é quase o dobro disso: 9 mil reais). O grão-mestre de honra da GLMERJ na época era Waldemar Zveiter, pai do desembargador Luiz Zveiter, cuja família tem longa tradição maçônica – Luiz e seu irmão são parte da mesa diretora da entidade.

“Me deu uma dor no coração, sabe?”, conta Kushnir, que deixou o arquivo municipal em 2020.  A dor passou e restou a dúvida: “Como é que um terreno daquele, num lugar estratégico, foi vendido, entregue?”, lamenta a ex-diretora. Ela observa que o local em que os maçons querem instalar o templo é privilegiado: “Eles estão na principal artéria que liga a cidade de Norte a Sul. Não é qualquer região.” A professora de arquitetura Andréa Borde, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), autora de artigos sobre a criação da avenida, diz que, se o terreno era público, deveria ser destinado a uma instituição pública. “Ou ao menos se transformar numa praça”, defende.

 

Embargada por razões de segurança, a loja maçônica também quase se enroscou em questões de estilo. “A volumetria do edifício, os elementos e o ritmo dos vãos da fachada principal projetada não se harmonizam com as características arquitetônicas dos bens tombados da vizinhança”, afirmou um parecer do Iphan em 2022. Os pareceristas, contudo, admitiram que a área está muito descaracterizada e, por isso, seria possível “tolerar a proposta apresentada”.

 

No mesmo ano, o Iphan fez um novo parecer técnico – agora favorável à obra. Em nota à piauí, o instituto afirmou que o projeto foi aprovado porque as áreas de arquitetura e arqueologia avaliaram que a construção não prejudica os bens tombados pelo Iphan que estão no entorno. O instituto pediu apenas que a sede maçônica trocasse os vidros reflexivos por foscos.

No estágio atual da construção, o prédio exibe suas estruturas básicas de concreto, sem frontão, colunas e demais símbolos maçônicos. Nos tapumes em torno do lote, há um banner dizendo que o templo é “um sonho virando realidade”. O grão-mestre maçom torce para que, até o fim do ano, o prédio esteja pronto e ocupado. “Se papai do céu nos permitir, estaremos lá”, diz Salgueiro de Castro.

Danilo Marques
Danilo Marques

É repórter da piauí

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