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O anjo redentor e o grande Alexandre

| Edição 144, Setembro 2018

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CINEMA E POLÍTICA

Gostei especialmente do ensaio “O anjo redentor” na piauí_143, agosto. O texto analisa os principais trabalhos do cineasta José Padilha. Mais grave do que o justiçamento pregado em suas obras é o ranço com que o diretor trata a política. Muitos vão na esteira de Padilha e, com o lema de não serem “nem de esquerda nem de direita”, só alimentam um discurso de negação da política, como se pudéssemos resolver os grandes problemas da sociedade sozinhos, à maneira do Capitão Nascimento.

Certo candidato a presidente que lidera as pesquisas de opinião também adota essa posição. Como resolver o problema da educação? Com ensino fundamental a distância, que permite ao aluno estudar em casa. Como resolver o problema da segurança? Com a distribuição de armas para o povo. Como resolver o problema da saúde? Com a recomendação de que as pessoas se cuidem mais.

 

Partindo da premissa de que a política nacional está podre e é irrecuperável, faz mesmo sentido apregoar que as obrigações do governo sejam delegadas para o indivíduo. No fim das contas, porém, trata-se apenas de mais uma forma de pregar o esvaziamento do Estado como promotor de políticas públicas.

MARCELLO COIMBRA_RIO DE JANEIRO/RJ

 

Muito inspirado o ensaio que põe no devido lugar o cinema raso de José Padilha, profuso em personagens caricatos e às voltas com epifanias risíveis.

 

LUCIANO GALVÃO FILHO_RECIFE/PE

No artigo “O anjo redentor”, o cientista social Antonio Engelke pretende apresentar uma análise isenta, não ideológica, das obras de José Padilha, mas de fato acaba produzindo uma narrativa 100% ideológica. O alvo torna-se sobretudo a Operação Lava Jato. Não poderia faltar, claro, a referência ao juiz Sérgio Moro, apontado como protagonista de gestos antidemocráticos, que incluem uma “cruzada punitivista”, a “virulência antipolítica”, o “autoritarismo” e “ações ao arrepio da lei”. Mas, afinal, que pecado antidemocrático cometeu o juiz? A divulgação da conversa entre Lula e Dilma em 2016, afirma o autor do artigo. Então seria antidemocrática a transparência que traz à luz do sol as falcatruas do poder? E seria democrático manter bem escondidas as manobras escusas, para que não encontrem obstáculos até alcançarem o êxito desejado?

GIANFRANCO BELLINZONA_RIO DE JANEIRO/RJ

 

 

Em Tropa de Elite, quando vi a cena em que o “aspira” desanca os estudantes da PUC-Rio que faziam uma passeata em nome da paz, chamando-os de “maconheiros responsáveis pela violência”, pensei: os “intelectuais de esquerda” jamais perdoarão José Padilha. Não deu outra, e o ensaio de Antonio Engelke é mais uma prova disso – agora com o luxo adicional de uma ilustração do (da) Laerte!

O texto, entre muitas idas e vindas, se propõe a desqualificar as teses de Padilha, tanto as expostas em seus filmes quanto as apresentadas em seus artigos. Com esse objetivo, o cientista social pela PUC-Rio (!) revela uma surpreendente fé nas instituições brasileiras, que, por suas ações e omissões, tornaram-se completamente desacreditadas. E eu que pensava que a defesa do establishment no país era a dura missão da direita. Mas desde que o lulopetismo assumiu o poder, a esquerda também passou a defendê-lo, quando conveniente.

LUIZ CANDIDO BORGES_RIO DE JANEIRO/RJ

 

TEMER E A MATEMÁTICA

Talvez o repórter Bernardo Esteves não tenha tido tempo de saber da medalha roubada antes de escrever a esquina “Operação Fields” (piauí_143, agosto). O Brasil inovou por ser a primeira sede do Congresso Internacional de Matemáticos no hemisfério Sul, em que cinco medalhas foram “entregues” – a quinta em caráter social de distribuição da riqueza. À parte o constrangimento do furto, faltou deixar um pouco de lado a modéstia e informar que a piauí acabou sendo a única revista a fazer um número especial sobre o brasileiro Artur Avila quando ele ganhou a Fields, quatro anos atrás. De resto, lendo a edição de agosto, pude concluir que a matemática não basta para entender o significado político do gráfico à página 17, sobre a evolução patrimonial de Michel Temer e seus parentes. Não à toa, muitos dos deputados que votaram a favor do impeachment de Dilma e conduziram Temer à Presidência disseram que o faziam em nome da família…
ADILSON ROBERTO GONÇALVES_CAMPINAS/SP

 

RESPOSTA GEOMÉTRICA DA REDAÇÃO: Num Congresso retângulo, a soma dos quadrados do Jaburu é igual ao quadrado do Alvorada.

 

O GIGANTE GENTIL

Envio esta mensagem apenas para dizer o quanto fiquei emocionada com o obituário de Alexandre Abreu Gontijo (“Alexandre, o Grande”, piauí_143, agosto). Conheci-o no escritório de advocacia em que trabalhei por anos e onde ele estava sempre presente. Demorei algum tempo para entender sua lógica peculiar, de iniciar uma conversa retomando o assunto anterior, sem qualquer introdução, e de fazer metáforas sobre a vida usando termos do futebol. Realmente, Gontijo era único. Um sujeito leve no espírito, apesar de grandalhão. Ao ler o obituário, consegui vê-lo e ouvi-lo.

LUIZA BIANCHINI_RIO DE JANEIRO/RJ

 

Alexandre (Gentileza) Gontijo. Não conheci profundamente o personagem retratado por João Moreira Salles na edição de agosto, mas nos esbarramos algumas vezes pelos corredores do acaso. Um desses esbarrões me encontrou sentado à frente de um computador de uso coletivo. Adivinhando a solicitação, cedi prontamente o lugar quando ele se aproximou. Quinze minutos depois, Gontijo se levantou e, apontando para a tela, disse: “Deixei aberta, fique à vontade.” Era a versão online do New York Times. Meu mau inglês não impediu que o gesto tão gentil garantisse ao Bom Gontijo uma cadeira cativa no meu museu interior.

WALDEMIR TAVARES_NITERÓI/RJ

 

Devo admitir que não sabia da existência de Alexandre Gontijo até ler seu obituário. O texto conseguiu me dar a impressão de que ele era um amigo de longa data. Que Gontijo esteja em paz com o Misericordioso.

LUCAS GIOVANNI SANTOS DA CUNHA_SÃO PAULO/SP

 

João, por favor, escreva um livro. Mas, mesmo se não o escrever, obrigado.

BRUNO LAGES_RIO DE JANEIRO/RJ

 

QUESTÕES DE GÊNERO

Onde já se viu uma mulher ter direito de abortar? Onde já se viu uma mulher ter direito de escolher? Onde já se viu uma mulher ter direito? Onde já se viu eu, homem, querer opinar sobre mulher? Onde já se viu eu, homem, legislar sobre mulher? Parabéns, Josefina Licitra, por tocar num tema tão importante em “A origem da tristeza”, na piauí_143, agosto.

GUSTAVO PADIAL HOLZHAUSEN_UBATUBA/SP

 

IMIGRANTES

A leitura da piauí_142, julho me fez deparar com dois assuntos absolutamente antagônicos, mas que me marcaram. “Meus avós em ruínas”, de Carol Bensimon, relata com minúcias e extrema sensibilidade, sem cair em pieguice, o turbilhão de emoções que a venda de um apartamento no Centro de Porto Alegre lhe provocou. Ao tratar da relação que o imóvel teve – e tem – com sua família, a autora narra a trajetória dos Bensimon desde o Egito até o Brasil.

A mesma edição da revista também traz “No rastro de Boubacar”, reportagem escrita por Mori Ponsowy. A impactante foto que abre a matéria já dá uma ideia do que virá. O texto nos leva a conhecer a trágica vida de imigrantes que tentam escapar do inferno onde vivem. Difícil aceitar que a humanidade produza situações tão cruéis. O que mais me impressiona nesses relatos é a capacidade de os refugiados superarem tamanhas mazelas e seguirem adiante.

ANTONIO CARLOS DA FONSECA NETO_SALVADOR/BA

 

O INOMINÁVEL

Como leitora quase fanática da revista, posso garantir que a piauí_142, julho está realmente entre as melhores, a começar pelo texto perfeito de Bruno Carvalho sobre o fascismo à brasileira (“Não foi você”). O artigo, que retrata aquele candidato deplorável cujo nome não ouso dizer, deveria ser lido em todas as salas de aula, para alertar os jovens do perigo que uma criatura como essa representa. Vejo que quanto mais se fala desse indivíduo mais perigoso ele se torna. O que me espanta é que hoje temos informação jorrando por todos os meios; as pessoas deveriam estar bem informadas, mas dá-se exatamente o contrário. É muito difícil acreditar que tanta gente defenda a pregação torpe de um fascista, que não tem propriamente um programa de governo e é raso no debate. Sobra-lhe empáfia e falta-lhe inteligência. Resta perguntar: o que está havendo com o brasileiro? Acho também que o antipetismo ou o antilulismo explicam muito bem essa onda fascista que pode nos levar ao caos.

VALÉRIA APARECIDA S. V. BORDIN_ASSIS/SP


RESPOSTA ESOTÉRICA DA REDAÇÃO:
 O que está havendo com o brasileiro? Vamos perguntar aos astros, aos signos, aos búzios, aos autos, às bulas, aos dogmas, ao Google, ao Twitter, ao Face e ao Chico Buarque. Assim que tivermos uma pista, te enviaremos um sinal de fumaça.

MAIS QUE MIL PALAVRAS

Sempre criativas, as capas da piauí confirmam que uma imagem pode, sim, ter mais informação do que uma matéria. Parabéns ao Adão Iturrusgarai, autor da capa de agosto.

ROBERTO RODRIGUEZ SUAREZ_ Brasília/DF

 

PODCAST
Que coisa incrível é o Foro de Teresina! Vocês fazem um trabalho maravilhoso. Toda quinta-feira, aguardo ansiosamente o podcast. Acontece, gente, que nunca comprei uma revista piauí. Não conheço ninguém que a compre ou que compre revistas at all. Meus pais assinaram a piauí e nunca leram. Há uns meses, cancelaram a assinatura da Veja. Entretanto, quando os ouvintes pedem mais de um Foro por semana, vocês dizem que estão ocupados com a edição da revista. Por favor, deem mais atenção ao podcast! Façam o Foro de Teresina duas vezes por semana. Podem colocar publicidade no meio do programa, eu aceito! Até topo pagar por aplicativos de rádio se houver mais programas como esse.

MARINA ZONIS_ São Paulo/SP

RESPOSTA EXISTENCIALISTA DA REDAÇÃO: Se Marina Zonis nunca comprou nem leu a piauí, como haverá de saber que esta carta foi publicada? E respondida? E se colocarmos uma receita de miojo no meio da resposta? Ou uma coluna do Merval Pereira? Ficará sem leitura, at all?

 

ERRATA

Diferentemente do que saiu publicado na esquina “Operação Fields” (piauí_143, agosto), o alemão Peter Scholze não é o segundo, mas o quinto matemático mais novo a receber uma Medalha Fields; e o brasileiro Artur Avila está se transferindo para a Universidade de Zurique, e não para o Instituto Federal de Tecnologia (ETH) da mesma cidade.

 


Por questões de clareza e espaço, piauí se reserva o direito de editar as cartas selecionadas para publicação. Somente serão consideradas as cartas que informarem o nome e o endereço completo do remetente.

Cartas para a redação:

redacaopiaui@revistapiaui.com.br

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